Ge­ne­ral vai cui­dar da co­mu­ni­ca­ção do go­ver­no

Valor Econômico - - POLÍTICA -

De­pois de co­gi­tar in­di­car um de seus fi­lhos pa­ra cui­dar da co­mu­ni­ca­ção, o pre­si­den­te elei­to Jair Bol­so­na­ro deverá ter um ge­ne­ral pa­ra a área. O fu­tu­ro mi­nis­tro da Se­cre­ta­ria-Ge­ral da Pre­si­dên­cia, Gus­ta­vo Be­bi­an­no, que tem a responsabilidade de cui­dar da Se­cre­ta­ria de Co­mu­ni­ca­ção (Se­com), de­ci­diu que te­rá o ge­ne­ral Flo­ri­a­no Pei­xo­to Vieira Ne­to em sua equi­pe. A in­for­ma­ção foi con­fir­ma­da ao Va­lor por uma fon­te do pri­mei­ro escalão do fu­tu­ro go­ver­no. O pró­prio pre­si­den­te já ha­via de­cla­ra­do que o Flo­ri­a­no Pei­xo­to po­de­ria par­ti­ci­par do go­ver­no.

As ta­re­fas de Flo­ri­a­no Pei­xo­to ain­da es­tão sen­do de­fi­ni­das, mas pe­lo fa­to de ele já es­tar tra­ba­lhan­do na tran­si­ção com a área de co­mu­ni­ca­ção — em uma es­pé­cie de au­di­to­ria dos con­tra­tos pu­bli­ci­tá­ri­os do go­ver­no Mi­chel Te­mer — de­vem cre­den­ciá-lo pa­ra a fun­ção. Além dis­so, qu­an­do es­ta­va na ati­va, o ge­ne­ral fez par­te da equi­pe de Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al do Exér­ci­to. Se­gun­do uma fon­te, o ge­ne­ral po­de­rá fi­car na se­cre­ta­ria-exe­cu­ti­va da pas­ta, que é o se­gun­do na hi­e­rar­quia.

Lo­go após ser elei­to, Bol­so­na­ro che­gou a co­gi­tar que seu filho Car­los, que foi res­pon­sá­vel pe­las re­des so­ci­ais du­ran­te a cam­pa­nha, pa­ra co­man­dar a Se­com. A in­for­ma­ção foi da­da em en­tre­vis­tas tam­bém por Be­bi­an­no. Ape­sar dis­so, Car­los, que é ve­re­a­dor no Rio, ne­gou que ti­ves­se es­sa in­ten­ção. Ele e Be­bi­an­no se de­sen­ten­de­ram al­gu­mas vezes du­ran­te a cam­pa­nha.

Bol­so­na­ro tam­bém ava­li­ou de­vol­ver à Se­cre­ta­ria de Co­mu­ni­ca­ção So­ci­al o sta­tus de mi­nis­té­rio, que foi re­ti­ra­do em 2016 pe­lo pre­si­den­te Mi­chel Te­mer. Mas a ideia tam­bém não pros­pe­rou.

Na oca­sião, ao de­fen­der que po­de­ria apro­vei­tar Car­los na fun­ção, Bol­so­na­ro dis­se que se­ria im­por­tan­te ter o filho ao seu la­do e que ele era "fe­ra nas mí­di­as so­ci­ais". Bol­so­na­ro tam­bém já de­cla­rou di­ver­sas vezes que pre­ten­de fa­zer uma ava­li­a­ção das ver­bas pu­bli­ci­tá­ri­as do go­ver­no.

Com a in­di­ca­ção de Flo­ri­a­no Pei­xo­to, o Pa­lá­cio do Pla­nal­to te­rá pe­lo me­nos quatro ge­ne­rais em car­gos es­tra­té­gi­cos. Além do vi­ce­pre­si­den­te Ha­mil­ton Mou­rão, Bol­so­na­ro já in­di­cou o ge­ne­ral Au­gus­to He­le­no pa­ra o Ga­bi­ne­te de Se­gu­ran­ça Ins­ti­tu­ci­o­nal (GSI) e o ge­ne­ral Car­los Al­ber­to do Santos Cruz pa­ra a Se­cre­ta­ria de Go­ver­no. Os dois úl­ti­mos tra­ba­lha­ram an­tes mes­mo da can­di­da­tu­ra ofi­ci­al de Bol­so­na­ro, for­mu­lan­do pro­pos­tas de tra­ba­lho pa­ra o fu­tu­ro go­ver­no. Além dis­so, são pró­xi­mos ao pre­si­den­te elei­to, sen­do que He­le­no é ti­do co­mo um de seus prin­ci­pais con­se­lhei­ros.

O ge­ne­ral Flo­ri­a­no Pei­xo­to subs­ti­tuiu o ge­ne­ral Santos Cruz no co­man­do da missão do Brasil no Hai­ti, em 2009. Ele já ha­via es­ta­do no país an­te­ri­or­men­te em 2004, qu­an­do foi che­fe de ope­ra­ções do pri­mei­ro con­tin­gen­te de sol­da­dos bra­si­lei­ros que che­gou ao Hai­ti, em um pe­río­do mar­ca­do pe­la vi­o­lên­cia no país.

Na sua se­gun­da pas­sa­gem, o Hai­ti es­ta­va pa­ci­fi­ca­do e com a eco­no­mia vol­tan­do a cres­cer, mas seu tra­ba­lho foi mar­ca­do pe­lo ter­re­mo­to que ma­tou cer­ca de 200 mil pes­so­as e dei­xou o país de­vas­ta­do. No dia da tragédia, Flo­ri­a­no Pei­xo­to es­ta­va em Mi­a­mi de fol­ga com a fa­mí­lia e vol­tou às pres­sas pa­ra o Hai­ti pa­ra aju­dar nos tra­ba­lhos de resgate. Após dei­xar o Hai­ti, Flo­ri­a­no Pei­xo­to de­cla­rou que a missão do Exér­ci­to bra­si­lei­ro foi um exer­cí­cio enor­me de lo­gís­ti­ca e que após o ter­re­mo­to foi uti­li­za­da uma lo­gís­ti­ca de guer­ra.

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