EZ­Tec pla­ne­ja lan­çar até R$ 1,5 bi no pró­xi­mo ano

Em­pre­en­di­men­tos pa­ra mé­dio até al­to pa­drão vão so­mar 75%

Valor Econômico - - | EMPRESAS INDÚSTRIA - Chiara Quin­tão

A in­cor­po­ra­do­ra EZ­Tec anun­ci­ou on­tem me­ta pa­ra 2019 de lan­çar Va­lor Ge­ral de Ven­das (VGV) na fai­xa de R$ 1 bi­lhão a R$ 1,5 bi­lhão. Se is­so se con­cre­ti­zar, o pró­xi­mo ano se­rá o pri­mei­ro, des­de 2014, em que o VGV apre­sen­ta­do che­ga­rá à mar­ca bi­li­o­ná­ria. Nes­te ano, a em­pre­sa lan­çou R$ 753 milhões, den­tro do pa­ta­mar pro­je­ta­do de R$ 500 milhões a R$ 1 bi­lhão.

Pro­je­tos pa­ra os pa­drões mé­dio, mé­dio-al­to e al­to de­vem res­pon­der por 75% do pla­no de lan­ça­men­tos da EZ­Tec. Já em­pre­en­di­men­tos das fai­xas 2 e 3 do pro­gra­ma ha­bi­ta­ci­o­nal Mi­nha Ca­sa, Mi­nha Vi­da fi­ca­rão com 25% do to­tal, se­gun­do o di­re­tor fi­nan­cei­ro e de re­la­ções com in­ves­ti­do­res da com­pa­nhia, Emí­lio Fu­gaz­za.

A in­cor­po­ra­do­ra já tem R$ 1 bi­lhão em pro­je­tos apro­va­dos, o que as­se­gu­ra o cum­pri­men­to do pon­to mais bai­xo da pro­je­ção. A me­ta de lan­ça­men­tos não in­clui as du­as tor­res do pro­je­to cor­po­ra­ti­vo EZ Esther Towers, que co­me­ça­rão a ser cons­truí­das em 2019, com pre­vi­são de entrega em 2022. Ca­so uma das tor­res seja vendida no ano, o VGV se­rá con­ta­bi­li­za­do co­mo lan­ça­men­to adi­ci­o­nal.

A EZ­Tec prevê lan­çar no pró­xi­mo se­mes­tre o pro­je­to re­si­den­ci­al do Par­que da Ci­da­de, com­pra­do pe­la EZ­Tec da OR Em­pre­en­di­men­tos e Par­ti­ci­pa­ções, in­cor­po­ra­do­ra do gru­po Ode­bre­cht. Com VGV de R$ 500 milhões, es­se em­pre­en­di­men­to é com­pos­to por du­as tor­res, na zo­na Sul da ci­da­de de São Paulo.

As­sim co­mo o re­si­den­ci­al do Par­que da Ci­da­de, a EZ­Tec vai lan­çar a mai­o­ria dos em­pre­en­di­men­tos na ca­pi­tal pau­lis­ta. As ex­ce­ções são uma fa­se de pro­je­to pa­ra média ren­da em Osas­co e um em­pre­en­di­men­to do Mi­nha Ca­sa, Mi­nha Vi­da em Gu­a­ru­lhos, am­bos na Gran­de São Paulo.

Fu­gaz­za con­ta que con­ti­nua oti­mis­ta com os no­vos ci­clos po­lí­ti­co e econô­mi­co e que espera ex­pan­são do setor imo­bi­liá­rio nos pró­xi­mos me­ses. “Nas ren­das média al­ta e al­ta, os pre­ços de lan­ça­men­to es­tão um pou­qui­nho su­pe­ri­o­res aos que pre­ten­día­mos há seis me­ses”, afir­ma o exe­cu­ti­vo.

Se­gun­do o di­re­tor, os no­vos pro­je­tos têm ren­ta­bi­li­da­de su­pe­ri­or às dos úl­ti­mos três anos. “Ve­mos es­pa­ço pa­ra al­gu­ma re­cu­pe­ra­ção de mar­gens, nos pró­xi­mos tri­mes­tres, com os lan­ça­men­tos.”

Em re­la­ção ao seg­men­to de média ren­da, a retomada de­pen­de, de acor­do com o di­re­tor de re­la­ções com in­ves­ti­do­res, da apro­va­ção de re­gu­la­men­ta­ção pa­ra os dis­tra­tos e do au­men­to da ge­ra­ção de em­pre­gos es­pe­ra­do pa­ra a par­tir do se­gun­do se­mes­tre de 2019. Po­de ha­ver ajus­tes no pro­gra­ma ha­bi­ta­ci­o­nal, na ava­li­a­ção de Fu­gaz­za, mas há ex­pec­ta­ti­va de con­ti­nui­da­de do Mi­nha Ca­sa, Mi­nha Vi­da no no­vo go­ver­no.

Na di­vul­ga­ção dos re­sul­ta­dos do ter­cei­ro tri­mes­tre, o exe­cu­ti­vo afir­mou que um no­vo ci­clo ha­via co­me­ça­do pa­ra a com­pa­nhia, após três anos em que a em­pre­sa vi­veu a cri­se do setor acir­ra­da pe­la re­tra­ção dos fi­nan­ci­a­men­tos da Caixa Econô­mi­ca Fe­de­ral no se­gun­do tri­mes­tre de 2015.

Em 2017, a EZ­Tec lan­çou R$ 993 milhões, in­cluin­do R$ 650 milhões da Tor­re B do EZTowers, vendida pa­ra a Bro­ok­fi­eld. Sem con­si­de­rar es­se ne­gó­cio, a em­pre­sa en­tre­gou ao mer­ca­do R$ 343 milhões no ano pas­sa­do. Em 2016, a EZ­Tec lan­çou R$ 204,6 milhões e, em 2015, R$ 197 milhões. A in­cor­po­ra­do­ra ha­via apre­sen­ta­do R$ 1,068 bi­lhão em 2014.

No ano pas­sa­do, a in­cor­po­ra­do­ra ven­deu R$ 220 milhões em uni­da­des pron­tas, nú­me­ro que se­rá de pou­co mais de R$ 200 milhões no fim de 2018. Com pou­cas en­tre­gas pre­vis­tas pa­ra 2019, o to­tal de es­to­que da EZ­Tec de uni­da­des pron­tas po­de­rá ser re­du­zi­do de 25% a 30% no pró­xi­mo ano. Já o es­to­que to­tal — que in­clui lan­ça­men­tos e imó­veis em cons­tru­ção — ten­de a cres­cer com mais lan­ça­men­tos.

CLAU­DIO BELLI/VA­LOR

Fu­gaz­za, di­re­tor fi­nan­cei­ro e de RI: oti­mis­ta com no­vo ci­clo po­lí­ti­co e econô­mi­co

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