IPCA no­va­men­te abai­xo da me­ta

Valor Econômico - - PRIMEIRA PÁGINA - Thais Car­ran­ça e Bruno Vil­las Bôas

De­pois de fi­car abai­xo da me­ta ofi­ci­al, de 4,5%, por dois anos con­se­cu­ti­vos, a in­fla­ção medida pe­lo IPCA de­ve per­ma­ne­cer com­por­ta­da nes­te ano, o que de­ve aju­dar a man­ter a ta­xa bá­si­ca de ju­ros (Se­lic), ad­mi­nis­tra­da pe­lo Ban­co Cen­tral (BC), es­tá­vel em 6,5% ao ano ou pró­xi­ma de seu me­nor ní­vel no­mi­nal des­de o iní­cio do Pla­no Re­al, em ju­lho de 1994.

Um in­di­ca­dor que re­for­ça es­sa ten­dên­cia são os nú­cle­os de in­fla­ção, que re­ti­ram do ín­di­ce cheio itens com pre­ços mais vo­lá­teis. O cál­cu­lo dos nú­cle­os é uma for­ma de cap­tar me­lhor a pro­pen­são dos pre­ços.

Es­ti­ma­ti­va da LCA Consultores in­di­ca que a mé­dia dos nú­cle­os de­ve che­gar ao fim de 2019 em 3,59%, an­te 2,77% em 2018 e 3,15% em 2017. Ape­sar de mos­trar ace­le­ra­ção, se­gue bem abai­xo da me­ta e da me­di­a­na — 6,1% — ob­ser­va­da no pe­río­do en­tre de­zem­bro de 2003 e de­zem­bro de 2018.

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