Com ren­ta­bi­li­da­de me­nor que ri­vais, Bra­des­co cor­ta 2 vi­ce-pre­si­dên­ci­as

Valor Econômico - - BRASIL - Ta­li­ta Mo­rei­ra

O Bra­des­co anun­cia ho­je uma sé­rie de mu­dan­ças em sua es­tru­tu­ra, in­cluin­do a re­du­ção do nú­me­ro de vi­ce-pre­si­dên­ci­as de seis pa­ra qua­tro. As me­di­das con­cen­tram a atu­a­ção do ban­co em su­as ver­ti­cais prin­ci­pais: va­re­jo, ata­ca­do e al­ta ren­da. Os vi­ce-pre­si­den­tes Mau­rí­cio Mi­nas, de tec­no­lo­gia e ope­ra­ções, e Jo­sué Pan­ci­ni, res­pon­sá­vel pe­la re­de de aten­di­men­to, fi­ca­rão ape­nas no con­se­lho de ad­mi­nis­tra­ção, do qual já fa­zem par­te des­de o ano pas­sa­do.

A vi­ce-pre­si­dên­cia se­rá com­pos­ta por Eu­ri­co Fa­bri (va­re­jo e re­de de va­re­jo), Mar­ce­lo No­ro­nha (ata­ca­do), Cas­si­a­no Scar­pel­li (al­ta ren­da e re­de de al­ta ren­da) e An­dré Ca­no (ju­rí­di­co, re­cur­sos hu­ma­nos e ago­ra, ope­ra­ções e tec­no­lo­gia). O ban­co não co­men­tou.

Es­ta é a pri­mei­ra re­or­ga­ni­za­ção sob o co­man­do de Oc­ta­vio de La­za­ri Ju­ni­or, no­me­a­do pre­si­den­te do ban­co em fe­ve­rei­ro do ano pas­sa­do em subs­ti­tui­ção a Luiz Car­los Tra­bu­co, que fi­cou ex­clu­si­va­men­te na pre­si­dên­cia do con­se­lho.

La­za­ri vem pro­cu­ran­do tor­nar o Bra­des­co mais ágil, e a sim­pli­fi­ca­ção da es­tru­tu­ra re­fle­te es­se ob­je­ti­vo. Com is­so, a ex­pec­ta­ti­va é me­lho­rar a ren­ta­bi­li­da­de do ban­co, que foi ul­tra­pas­sa­do pe­lo San­tan­der. O Bra­des­co saiu de um re­tor­no so­bre o pa­trimô­nio lí­qui­do de qua­se 21% em de­zem­bro de 2015 pa­ra 18% em 2016, vol­tan­do a se re­cu­pe­rar no ano pas­sa­do. No ter­cei­ro tri­mes­tre, o re­tor­no foi de 19%, an­te 19,5% do San­tan­der e 21,3% do Itaú Unibanco.

De­pois de uma cri­se que cus­tou aos gran­des ban­cos bi­lhões de re­ais em pro­vi­sões con­tra ca­lo­tes, o mer­ca­do co­me­çou a me­lho­rar no ano pas­sa­do. Com fo­co em va­re­jo e mi­cro, pe­que­nas e mé­di­as em­pre­sas, o Bra­des­co lu­crou R$ 14 bi­lhões en­tre ja­nei­ro e se­tem­bro. A car­tei­ra de cré­di­to ex­pan­di­da so­ma­va R$ 523,4 bi­lhões no fim do ter­cei­ro tri­mes­tre, al­ta de 7,5% em 12 me­ses.

O Bra­des­co ha­bi­tu­al­men­te faz mu­dan­ças na di­re­to­ria no co­me­ço de ca­da ano. Com as al­te­ra­ções, a vi­ce-pre­si­dên­cia do Bra­des­co pas­sa a ser com­pos­ta pe­las áre­as prin­ci­pais de aten­di­men­to, e Ca­no fi­ca­rá com as ati­vi­da­des de apoio — ex­pan­din­do o que faz atu­al­men­te. A área de re­de, que fi­ca­va com Pan­ci­ni, se­rá di­vi­di­da con­for­me a seg­men­ta­ção.

Ou­tras mu­dan­ças atin­gem a di­re­to­ria, e se­rão co­nhe­ci­das ho­je. Uma de­las, já con­fir­ma­da, é a saí­da da di­re­to­ra-exe­cu­ti­va De­ni­se Pa­va­ri­na, que pe­diu pa­ra dei­xar o ban­co após mais de 30 anos de ca­sa, ale­gan­do ra­zões pes­so­ais. Se­gun­do fon­tes, a exe­cu­ti­va es­ta­va des­con­ten­te. A ins­ti­tui­ção in­for­mou que Ca­no acu­mu­la­ria a fun­ção de re­la­ções com in­ves­ti­do­res, até ago­ra ocu­pa­da por De­ni­se.

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