Ará­bia Sau­di­ta ace­le­ra oferta de ações da Sau­di Aram­co

Valor Econômico - - Primeira Página - Si­me­on Kerr, David Shhep­pard e An­drew En­gland

A Ará­bia Sau­di­ta vai ace­le­rar o plano de abrir o ca­pi­tal da gi­gan­te pe­tro­lei­ra es­ta­tal Sau­di Aram­co. A in­ten­ção é fa­zer uma oferta ini­ci­al de ações de ape­nas 1% da com­pa­nhia até o fim do ano na bol­sa lo­cal, aten­den­do a pres­sões do prín­ci­pe her­dei­ro, Moham­med bin Sal­man — go­ver­nan­te de fa­to do país —, pa­ra que a operação se­ja agi­li­za­da.

Pa­ra is­so, nos úl­ti­mos di­as o prín­ci­pe fez uma drás­ti­ca re­for­mu­la­ção no se­tor ener­gé­ti­co do país, ao afas­tar Kha­lid al Fa­lih co­mo ministro da Ener­gia e pre­si­den­te do con­se­lho de ad­mi­nis­tra­ção da Aram­co — mai­or em­pre­sa do mun­do em ter­mos de re­cei­ta e res­pon­sá­vel por 10% da oferta mun­di­al de pe­tró­leo bru­to. A pre­si­dên­cia da com­pa­nhia foi en­tre­gue ao di­re­tor do fun­do so­be­ra­no do país, Ya­sir al-Ru­mayyan, as­ses­sor pró­xi­mo do prín­ci­pe, que também pôs seu meio-ir­mão, prín­ci­pe Ab­du­la­ziz, no ministério.

A in­ten­ção ini­ci­al, anun­ci­a­do há três anos, era ven­der até 5% da em­pre­sa, co­mo pi­lar cen­tral de uma re­for­ma ra­di­cal da eco­no­mia, pa­ra re­du­zir a de­pen­dên­cia do rei­no em relação ao pe­tró­leo. Ago­ra, ao ofe­re­cer ape­nas 1% do ca­pi­tal da em­pre­sa, o ob­je­ti­vo se­ria com­pro­var a vi­a­bi­li­da­de de uma aber­tu­ra mai­or, que vem sen­do anun­ci­a­da co­mo a mai­or oferta da his­tó­ria, ava­li­an­do a com­pa­nhia en­tre US$ 1,5 tri­lhão e US$ 2 tri­lhões.

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