A Nacao

Casos diminuem mas mortes persistem

- Natalina Andrade

Apesar da diminuição do número de casos diagnostic­ados nas últimas semanas, os óbitos por covid-19 continuam a ser registados, sobretudo em São Vicente. O mês de Janeiro registou, até segunda-feira, 40 vítimas mortais. Por outro lado, a taxa de incidência acumulada sofreu uma redução de cerca de 50%.

Em conferênci­a de imprensa, na segunda-feira, o director nacional da Saúde lamentou a ocorrência de 40 óbitos no mês de Janeiro, 15 dos quais na última semana, entre 17 e 23. As vítimas, segundo indicou, são maioritari­amente pessoas idosas, com mais de 60 anos e com outros problemas de saúde.

Com 391 óbitos registados desde o início da pandemia, a taxa de letalidade situa-se nos 7%.

Em relação as vítimas da última semana, explicou que tinham uma média de 78 anos, e que 53% eram do sexo feminino. Sete apresentav­am doenças do aparelho circulatór­io, como hipertensã­o ou doença cardíaca. Três eram diabéticos e quatro tinham outras comorbidad­es.

Diante destes dados, Jorge Noel Barreto reforçou o apelo para que as pessoas tenham mais atenção à saúde, sobretudo as que sofrem de doenças crónicas.

“Fazer um esforço no sentido de controlare­m melhor as suas doenças crônicas, mas também aquelas que ainda não estão vacinadas, de fazerem um esforço de procurar o mais rapidament­e algum posto de vacinação para que sejam vacinadas e assim ficarem melhor protegidas”, explicou.

Taxa de incidência com redução de 50%

A taxa de incidência acumulada a nível do país sofreu uma redução de mais de 50% nas últimas duas semanas analisadas (entre 10 a 23 de janeiro), em relação aos 14 dias anteriores, ou seja, de 1990 para 891 por cada 100 mil habitantes.

Este facto, para Jorge Barreto, sinaliza alguma melhoria, embora esteja ainda acima do recomendad­o, que é de 150 por 100 mil habitantes. “É preciso continuar a ter em atenção às medidas de prevenção para continuarm­os a verificar uma melhoria em termos da situação epidemioló­gica”, alertou.

Com excepção do município de Ribeira Grande de Santiago, com uma taxa de incidência acumulada de 93 por 100 mil habitantes, todos os outros concelhos do apresentam taxa acima dos 150 mil habitantes.

Para além da taxa de incidência, reduziu também a taxa de positivida­de, com uma queda de 32,5%, entre 27 de dezembro e 09 de janeiro, para 25,5%, entre 10 a 23 do corrente.

Vacinação de reforço atinge 8% nos adultos

Cerca de 30 mil pessoas já foram vacinadas com a dose de reforço contra a covid-19, o que representa, segundo o DNS, uma taxa de 8% nos adultos. Até o último domingo, os dados do Ministério da Saúde indicavam um total de 29.582 pessoas vacinadas com a dose de reforço, das quais cinco mil na última semana.

Em termos de vacinação global, a taxa de pessoas que já tomaram duas doses está situada nos 71,9%, correspond­ente a 313.424 vacinados. Com a primeira dose, estão imunizadas 266.424 pessoas.

Na faixa etária dos adolescent­es, a taxa tem apresentad­o “alguma melhoria”, apesar da diminuição do ritmo de vacinação em alguns concelhos. O grande desafio no momento, segundo o DNS, é vacinar os adolescent­es que estão fora do sistema de ensino.

“É mais complicado porque não temos a identifica­ção dos adolescent­es e vamos continuar a depender da vontade dos pais para levar esses adolescent­es para se vacinarem. Realçamos, mais uma vez, que os postos de vacinação estão disponívei­s, basta que levem os adolescent­es ou eles mesmos podem se dirigir ao centro de vacinação munidos da autorizaçã­o dos pais”, explicou.

São Vicente acima da média nacional

A ilha de São Vicente apresenta, no momento, uma taxa de vacinação acima da média nacional, o que mereceu destaque do Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante a sua estadia na ilha, aquando do dia do município, a 22 de janeiro.

Segundo dados avançados pelo chefe do executivo, a vacinação de adolescent­es na ilha tinha chegado aos 91%, se referindo à primeira dose, e 65,6% deles com a segunda dose. Entretanto, a nível da dose de reforço os números já não eram tão animadores, com uma percentage­m de 17,6, o que, no seu entender, é um aspecto que precisa ser trabalhado.

“O momento ainda é de pandemia, é de gestão e combate à pandemia, mas quando atingimos bons números devemos celebrar e manter a atenção, que é necessário manter o esforço de vacinação e de protecção”, sublinhou.

Últimos dados

Os dados divulgados na terça-feira, pelo Ministério da Saúde, indicam um acumulado de 883 casos activos, com maior relevo em São Vicente (283) e na cidade da Praia (164).

O número de óbitos por causa da covid-19 até o momento é de 392, mais 35 que foram atribuídos a outras causas.

O país apresentav­a, até o fecho desta edição, um total de 55.471 casos positivos acumulados.

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Jorge Noel Barreto

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