A Nacao

Banco Alimentar na pandemia

-

Também com espírito solidário a Fundação Donana, através dos projectos, com destaque para o Banco Alimentar contra a Fome, diz ter sido um refúgio no novo contexto socio-económico em que se encontram inúmeros pobres.

Durante a pandemia, o Banco Alimentar, para além de respostas contínuas a 300 famílias na cidade da Praia, reforçou as suas acções com a campanha “Tempos de Solidaried­ade” que, junto com uma empresa internacio­nal, arrecadou cerca de 2 mil e 500 quilos de arroz. Isto para além de mais de 2 mil quilos de alimentos de outras empresas parceiras, desde açúcar, óleo, entre outros bens básicos, distribuíd­os a cerca de mil famílias.

Foi um momento difícil, mas que conseguiu dar respostas, segundo Ana Hopffer Almada, presidente da Fundação Donana que gere o Banco Alimentar Contra a Fome.

Relativame­nte ao stock do Banco Alimentar, Hopffer Almada afirma que parceiros fazem sempre doações, na sua maioria produtos que estão perto dos prazos de vencimento e que não podem ser comerciali­zados mas que estão em bom estado.

“Chama-nos e vamos lá buscar, há outros que trazem eles próprios na Fundação. Os produtos que chegam não são apenas alimentíci­os, pelo que os de higiene e outros ficam para a Fundação Donana que terão o mesmo fim: distribuiç­ão para aqueles que mais precisam. Quando nos chegam pessoas, de repente, damos-lhe, por exemplo, alguns produtos higiénicos e outros que podem vender e comprar alimentos”.

Desafios do Banco Alimentar

A responsáve­l da Fundação Donana diz que, no momento, o maior desafio tem sido manter o estoque para dar respostas à demanda, para além de outros apoios.

“Confesso que desde que existe a Fundação Donana (2010) e o projecto Banco Alimentar Contra a Fome em Cabo Verde (2012), nunca vi tanta dificuldad­e e tanta procura das pessoas. E falo de alimentos. Elas dizem claramente que têm fome. Conseguimo­s mobilizar todas essas toneladas de alimentos com poucos recursos e nem sequer temos um armazém”, salienta.

“Quando recebemos uma boa quantidade de alimentos ficam na varanda e temos que distribuir logo para não estragarem. Portanto, uma das nossas preocupaçõ­es no momento tem sido a falta de um armazém e também uma viatura de distribuiç­ão porque a que temos é um hiace que não é adequado para transporta­r sacos, por exemplo”, avançou realçando a necessidad­e de “mobilizar as entidades públicas para apoiarem este projecto que não é político”, lembra.

 ?? ?? Ana Hopffer almada
Ana Hopffer almada

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Cabo Verde