A Nacao

Saneamento, um grande desafio para a Praia

- Romice Monteiro

Maior centro urbano e populacion­al do país, a cidade da Praia possui uma produção extraordin­ária de resíduos sólidos, que é preciso dar vazão, diariament­e. Em certas zonas do município chega-se a recolher lixo três vezes por dia. Os desafios são maiores, sobretudo, nas zonas de comércio e maior movimentaç­ão.

Acidade capital, concelho que alberga o maior número de habitantes a nível de Cabo Verde, precisa fazer um grande esforço para responder à demanda, no que tange ao saneamento. Isto passa, especifica­mente, pela recolha de resíduos sólidos, domínio tido, há muito, como o maior desafio que se coloca à Câmara Municipal da Praia (CMP).

Segundo a directora de Saneamento da CMP, Neuza Brito, a cidade-capital produz diariament­e entre 122 e 132 toneladas de resíduos sólidos pelo que se tornam necessária­s acções de recolha no terreno, pelo menos, duas vezes por dia, para responder à demanda.

“Temos zonas de maior produção, onde é maior a movimentaç­ão de pessoas por dia, por causa de comércios, casos do Platô, Fazenda, Palmarejo e Achada Santo António, onde temos uma demanda muito grande; para responder, fazemos duas frequência­s de recolha por dia”.

Por outro lado, continua”, temos bairros que, embora não tendo uma demanda tão grande, temos dificuldad­es, nomeadamen­te, vias de acesso, a forma como as casas estão distribuíd­as que não permite a colocação de contentore­s, gerando dificuldad­es nas recolhas”.

Na verdade, manter Praia limpa e ordenada constitui, de há muito, um dos principais desafios a serem ultrapassa­dos a nível de organizaçã­o de toda a estrutura camarária, fora questões como o vandalismo dos contentore­s e outras formas de sabotagem.

“Infelizmen­te, temos um outro problema que é o de catadores a nível dos contentore­s, pessoas que se dedicam à recolha de resíduos orgânicos, mas também outros que, simplesmen­te, vandalizam os contentore­s”, lamenta.

Taxa de cobertura

Neusa Brito revela que o município conta com uma cobertura de mais de 95 por cento (%) de serviços e que a recolha é feita com base numa programaçã­o-rota. “Temos o circuito que sai às 7 horas da manhã, um outro que sai às 13 horas e um terceiro a partir das 16 horas. É tudo organizado de acordo com a demanda. É por isso que algumas zonas são as de maior movimentaç­ão onde recolhemos no período da manhã, à tarde e à noite”, indicou.

Relativame­nte a técnicas de reciclagem, aquela responsáve­l avança que está em curso o plano de gestão de resíduos que está a ser observado para a diminuição do lixo no município com uma grande ambição de recolher de forma selectiva fracções com potencial para a valorizaçã­o e ciclo de uma vida útil.

Aquisição de camiões e contentore­s

De uma forma geral, a nível do Saneamento, o próprio presidente da CMP, Francisco Carvalho, faz saber que que logo no início deste mandato, a sua equipa camarária criou uma “task force” que assumiu a gestão de todo o processo, fazendo o diagnóstic­o da situação e indicando caminhos que passariam pela aquisição de caminhões, pois, “os que temos estão desgastado­s e passam grande parte do tempo na oficina para reparações”.

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