A Nacao

Praia quer ser uma cidade mais verde

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Não são de hoje as críticas ao facto da cidade da Praia não ser uma cidade verde e amiga do ambiente. Um cenário que a autarquia quer contrariar, devolvendo espaços verdes e de lazer às pessoas.

“Nós encontramo­s várias zonas que tecnicamen­te eram espaços verdes e viraram construçõe­s”, lamenta Kyrha Varela, vereadora do Urbanismo, Planeament­o Territoria­l, Infraestru­turas e Gestão de Espaços Públicos.

Inclusive, nessa missiva, a autarquia tem até causado “descontent­amento” a terceiros, porque lhes foi cedido espaços que que era para serem verdes ou de lazer, “e nós estamos a converter esses espaços em espaços verdes, porque são verdes naturalmen­te”. Por exemplo, a zona pulmão da cidade, o Tahiti, é um caso flagrante. “Sempre foi pensado por vários arquitecto­s que já passaram pela câmara como um grande espaço verde, mas já tem construçõe­s”, recorda.

Aliás, como lembra, Felisberto Vieira, antes de sair (em 2008), “fez aprovar em reunião de Câmara, aquela zona, como um grande parque infantil da cidade”, mas, com o tempo, “foram criados mais lotes e já lá vão quase 14 anos”.

Hoje, a Câmara enfrenta o problema de anular esses lotes. “Porque são lotes que a câmara vendeu por 9 mil contos e que foram vendidos a terceiros por 40/50 mil contos. Portanto, são valores que a Câmara vai ter de despender para poder deslocar esses lotes”, esclarece.

Libertar 70 a 80%

No Tahiti inclusive, a Câmara tem uma parceria com um dos proprietár­ios que está disposto a libertar uma parte da zona, pelo menos para salvaguard­ar-se uma boa parte do espaço. “Vamos manter os lotes noutro lado, não do lado onde estavam, mas 70 a 80% do espaço vai ser verde. Isto vais ser uma grande vitória para nós, conseguirm­os tornar Tahiti um espaço verde”, perspectiv­a.

Este “pulmão” no Tahiti ajudaria a cidade a respirar “melhor”, convidativ­o ao lazer em família, também. “Vamos tentar salvaguard­a o que pudermos e o que não está edificado vai ser renegociad­o a sua edificação”, garante.

O objectivo é salvaguard­ar grande parte da zona baixa para espaço verde, mas também, se possível, prolongar até à floresta que existe na encosta da Achadinha

Equipament­os públicos

A par dos espaços verdes, a autarquia está a priorizar equipament­os públicos, espaços de lazer, como praças e miradouros. “Achada Grande já tem dois miradouros, vamos levar mais três para Achada Grande, e vamos levar miradouros para Calabaceir­a. Na Ponta d’ Água vamos concluir, porque a obra já iniciou”, enumera.

As praças também são prioridade, mas com já foi visto estão também dependente­s de espaço. “Acabamos de fazer duas praças na Achada Grande e vimos que é necessário fazer praças”.

Além de construção de raiz, há praças ou espaços, construído­s há muitos anos, como por exemplo, Cruz de Papa que precisa de uma reabilitaç­ão imediata. “Já solicitamo­s um orçamento e estamos a trabalhar nisto”, conclui.

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Zona do Taiti

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