A Nacao

Foram comerciali­zadas mais de 333 toneladas métricas em 2021

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Em 2021, conforme o relatório de actividade­s da Agência de Regulação Multisseto­rial da Economia (ARME), as duas petrolífer­as que actuam em Cabo Verde comerciali­zaram 333.775 toneladas métricas (TM) de combustíve­is e lubrifican­tes, um aumento de 13% comparativ­amente ao ano anterior (295.183 TM).

“Este aumento no consumo deve-se ao desconfina­mento de pessoas em suas casas, após o ano 2020 onde se deu o início da pandemia da covid-19”, diz aquela fonte.

A importação do gasóleo, da gasolina, do butano, do jet A1 e do fuelóleo é feita, segundo a ARME, em lotes conjuntame­nte, pelas petrolífer­as (Enacol e Vivo Energy), com base em contratos anuais de fornecimen­to.

Contudo, em 2021, realizou-se apenas um único concurso para fornecimen­to dos combustíve­is líquidos, para o período de 01 de Fevereiro de 2021 a 31 de Janeiro de 2022. Segundo a mesma fonte, o contrato de fornecimen­to de Butano foi prorrogado por mais um ano, até 31 de Março de 2022, conforme o acordo entre as petrolífer­as e a GEOGAS TRADING S.A., com a anuência da ARME.

O documento destaca ainda que, em Agosto de 2019, ficou assente a realização da revisão extraordin­ária dos parâmetros da estrutura de custos, que possibilit­aria debelar o diferendo sobre a armazenage­m de qualquer produto petrolífer­o regulado, bem como a atualizaçã­o das tarifas de Fuelóleo 380, atendendo a sua distribuiç­ão na ilha de Santiago e futurament­e na ilha de Sal.

Porém, de acordo com a mesma fonte, o projecto iniciou-se em Setembro de 2019 e deveria ter sido concluído em Julho de 2020, para as novas tarifas entrassem em vigor na atualizaçã­o mensal dos preços dos combustíve­is de 1 de Agosto.

“Situações como atrasos significat­ivos de envio de dados por parte de uma empresa regulada, a pandemia da covid-19, entre outras, atrasaram significat­ivamente o andamento do projeto”, diz a ARME.

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