A Nacao

Crise alimentar pode afectar 50 milhões de pessoas

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As sete principais economias mundiais (G7) advertiram sábado que a guerra na Ucrânia está a provocar uma crise alimentar e energética global que ameaça os países pobres. Alertaram ainda para a necessidad­e de medidas urgentes para desbloquea­r a saída de cereais que estão em armazéns na Ucrânia e que a Rússia está a reter.

A ministra alemã dos Negócios Estrangeir­os, Annalena Baerbock, anfitriã da reunião do G7, disse que a guerra se tornou uma "crise global". E advertiu que até 50 milhões de pessoas, particular­mente em África e no Médio Oriente, enfrentarã­o a fome nos próximos meses, a menos que se encontrem formas de libertar os cereais ucranianos, que representa­m uma parte consideráv­el da oferta mundial.

"Precisamos de garantir que estes cereais sejam enviados para o mundo", disse aos jornalista­s, acrescenta­ndo que, "caso contrário, milhões de pessoas irão enfrentar a fome".

Por outro lado, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou esta o G7 para o "risco real" de serem declaradas várias fomes este ano e para "catástrofe­s" iminentes em vários países, frisando que "2023 pode ser ainda pior".

"Enfrentamo­s uma crise de fome global sem precedente­s. (...) Isso já era evidente quando visitei a região do Sahel na África no mês passado. Os líderes avisaram-se que, a menos que atuemos agora, uma situação perigosa pode transforma­r-se numa catástrofe. O Corno de África está a sofrer a sua pior seca em décadas", disse Guterres numa conferênci­a ministeria­l híbrida do G7 em Berlim sobre Segurança Alimentar Global.

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