En­fren­tar a re­a­li­da­de

Correio da Manhã - Weekend - - Opinião - JOÃO VAZ JOR­NA­LIS­TA

A in­for­ma­ção, o pop-rock e os te­le­mó­veis mu­da­ram mais a vi­da das pes­so­as do que qual­quer pro­gra­ma par­ti­dá­rio. O facto car­re­ga de frus­tra­ção políticos pro­fis­si­o­nais que lu­tam pelo po­der para do­mar so­ci­e­da­des. A política, que é a dis­cus­são da nos­sa vi­da em so­ci­e­da­de, con­ti­nua, po­rém, im­por­tan­te. Só que não se faz de pas­sa­do, mas de fu­tu­ro. À His­tó­ria vai bus­car a con­fi­an­ça e a es­pe­ran­ça que ger­mi­nam a vi­são do fu­tu­ro, sem se atar­dar em ajus­tes de con­tas de fi­de­li­da­des ou de con­tra­di­ções.

As Pri­má­ri­as no PSD sus­ci­ta­ram nu­me­ro­sas re­fle­xões. Uma das me­nos tra­ta­das foi o es­go­tar da vi­são política. Após os tem­pos de Ca­va­co, que apro­vei­tou o ba­lan­ço do re­a­jus­ta­men­to com o FMI e a ade­são à CEE, o par­ti­do la­ran­ja só es­te­ve no Governo com Bar­ro­so, San­ta­na e Pas­sos, em co­li­ga­ção com o CDS e em mis­sões de emer­gên­cia. Foi o Por­tu­gal de tan­ga e o País à bei­ra da ban­car­ro­ta. Saiu sem gló­ria, in­ca­paz de en­fren­tar as re­a­li­da­des, mas in­sis­te nos seus he­róis. O ca­mi­nho lem­bra a or­to­do­xia de par­ti­dos que as de­mo­cra­ci­as eu­ro­pei­as têm dis­pen­sa­do. Quando a re­a­li­da­de não pára de sur­pre­en­der, só se po­de en­fren­tá-la com no­vas so­lu­ções. É ino­var ou aca­bar.n

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