“Qu­e­re­mos que se fa­ça jus­ti­ça pe­la nos­sa fi­lha”

MOR­TE r Inês estava a brin­car com ami­ga qu­an­do sal­tou para uma cla­ra­boia em acrí­li­co que par­tiu DE­SES­PE­RO r Mi­nis­té­rio Pú­bli­co in­ves­ti­ga mas ain­da não deu qual­quer resposta aos pais da criança

Correio da Manhã Weekend - - Portugal - TIAGO VIRGÍLIO PEREIRA NOTÍCIA EXCLUSIVA DA EDIÇÃO EM PAPEL

Inês Esteves, 13 anos, estava a brin­car com uma ami­ga enquanto o cen­tro de ex­pli­ca­ções não abria por­tas, em Vi­seu. Du­ran­te as brin­ca­dei­ras, sal­tou para uns ar­bus­tos que es­con­di­am uma cla­ra­boia em acrí­li­co que ser­via para dar luz às ga­ra­gens de um edi­fí­cio. A es­tru­tu­ra par­tiu e a me­ni­na foi en­go­li­da. Caiu de uma al­tu­ra de cin­co metros e não re­sis­tiu. O trá­gi­co acidente acon­te­ceu há um ano e ain­da não foram en­con­tra­dos cul­pa­dos para es­ta mor­te, para de­ses­pe­ro dos pais da criança.

“A dor e a an­gús­tia con­ti­nu­am iguais co­mo no dia da mor­te da Inês. Pas­sa­mos noi-

INÊS ESTEVES TI­NHA TRE­ZE ANOS. ME­NI­NA CAIU DE AL­TU­RA DE CIN­CO METROS

tes sem dormir com aque­las ima­gens na ca­be­ça. E de­pois há a revolta, por­que após um ano ain­da nin­guém se pro­nun­ci­ou so­bre o ca­so”, la­men­tou Car­los Esteves, pai da me­ni­na. A in­ves­ti­ga­ção es­tá a cargo do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co que ain­da não tem qual­quer con­clu­são so­bre o ca­so. “Nin­guém quis sa­ber de nós. E nós só qu­e­re­mos que se­ja fei­ta jus­ti­ça. Não pen­sem que es­ta­mos a lu­tar pe­lo di­nhei­ro, por­que a Inês tem va­lor mas não tem pre­ço”.

on­de ocor­reu o acidente há um ano era em acrí­li­co 2Car­los Esteves, pai da me­ni­na, exi­ge que se­ja fei­ta jus­ti­ça, um ano de­pois da mor­te da fi­lha 3Inês Esteves ti­nha 13 anos qu­an­do mor­reu. Estava com uma ami­ga

1Cla­ra­boia

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