FUN­ÇÃO PÚ­BLI­CA PER­DEU 13% DO PO­DER DE COM­PRA

REU­NIÃO r Go­ver­no propôs su­bi­da do sa­lá­rio-ba­se de 580 euros pa­ra 635 euros. Cer­ca de 70 mil são abran­gi­dos QUE­BRA r Au­men­to no ní­vel mais bai­xo de ven­ci­men­tos vai cus­tar 50 mi­lhões de euros

Correio da Manhã Weekend - - Especial - BE­A­TRIZ FER­REI­RA/JOÃO MALTEZ NO­TÍ­CIA EX­CLU­SI­VA DA EDI­ÇÃO EM PA­PEL

OGo­ver­no propôs on­tem aos sin­di­ca­tos uma su­bi­da no ní­vel mais bai­xo de ven­ci­men­to da Fun­ção Pú­bli­ca dos 580 euros pa­ra 635 euros. Es­te va­lor de re­mu­ne­ra­ção abran­ge, no­me­a­da­men­te, as­sis­ten­tes ope­ra­ci­o­nais, ope­rá­ri­os ou au­xi­li­a­res – um uni­ver­so de 70 mil pes­so­as que, du­ran­te a cri­se, so­freu uma que­bra no po­der de com­pra nas or­dem dos 6,6%, se­gun­do um es­tu­do do eco­no­mis­ta da CGTP, Eu­gé­nio Ro­sa. O mes­mo tra­ba­lho re­ve­la que, nos úl­ti­mos se­te anos, o sa­lá­rio mé­dio lí­qui­do na Ad­mi­nis­tra­ção Pú­bli­ca re­gis­tou uma re­du­ção de qua­se 13%.

FUN­CI­O­NÁ­RI­OS PÚ­BLI­COS VI­RAM SA­LÁ­RIO SU­BIR SÓ 90 CÊN­TI­MOS DES­DE 2017

On­tem, o Go­ver­no propôs aos sin­di­ca­tos o au­men­to do sa­lá­rio-ba­se da Fun­ção Pú­bli­ca pa­ra 635 euros. Cer­ca de 70 mil tra­ba­lha­do­res do Es­ta­do se­rão abran­gi­dos por es­ta atu­a­li­za­ção, avan­çou a lí­der da Fren­te Co­mum, Ana Avoi­la, após a reu­nião com o Exe­cu­ti­vo.

Quer is­to di­zer que, em 2019, os au­men­tos só vão che­gar aos fun­ci­o­ná­ri­os pú­bli­cos com sa­lá­ri­os mais bai­xos. Es­te ti­nha si­do um dos ce­ná­ri­os pro­pos­tos pe­lo Go­ver­no du­ran­te as ne­go­ci­a­ções pa­ra o Or­ça­men­to do Es­ta­do: uma su­bi­da de 35 euros pa­ra qu­em, após a atu­a­li­za­ção do sa­lá­rio mí­ni­mo, pas­sas­se dos 600 euros pa­ra 635 euros. A me­di­da cus­ta 50 mi­lhões de euros.

Na prá­ti­ca, sig­ni­fi­ca que os três pri­mei­ros es­ca­lões da ta­be­la re- mu­ne­ra­tó­ria úni­ca (até 583,58 euros) são ab­sor­vi­dos. Os tra­ba­lha­do­res que aí se in­cluíam pas­sam pa­ra a quar­ta po­si­ção sa­la­ri­al: 635 euros. “Es­ta me­di­da não im­pe­de a fu­tu­ra re­vi­são glo­bal das ta­be­las re­mu­ne­ra­tó- ri­as”, es­cre­veu o Go­ver­no, em co­mu­ni­ca­do. E é es­sa a rei­vin­di­ca­ção dos sin­di­ca­tos.

Se­gun­do um es­tu­do do eco­no­mis­ta da CGTP, Eu­gé­nio Ro­sa, os fun­ci­o­ná­ri­os pú­bli­cos vi­ram o sa­lá­rio su­bir 90 cên­ti­mos en­tre

ou­tu­bro de 2017 e ju­lho de 2018, após a eli­mi­na­ção dos cor­tes. Is­to, de­pois de te­rem per­di­do, em mé­dia, en­tre 2010 e 2017, 12,7% do po­der de com­pra.

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