BE­LO VIN­TA­GE, BE­LO PRE­ÇO

A pri­mei­ra aventura da Quin­ta dos La­ga­res no mun­do do Vin­ta­ge me­re­ce a aten­ção dos apre­ci­a­do­res de Por­to

Correio da Manha - Domingo (Cofina) - - IMPERDÍVEL -

Lei­to­res e ami­gos têm uma dú­vi­da­co­mum­no­que­diz­res­pei­to a Por­to Vin­ta­ge: por que ra­zão só as gran­des fir­mas de Gaia con­se­guem pro­du­zir Vin­ta­ge que aca­bam por fi­gu­rar na lis­ta dos me­lho­res vi­nhos do Mun­do?

Sen­do per­ti­nen­te, a per­gun­ta não tem uma res­pos­ta li­ne­ar, até por­que a no­to­ri­e­da­de e o po­der eco­nó­mi­co das gran­des ca­sas con­ta mui­to. Mas é de ele­men­tar jus­ti­ça re­co­nhe­cer que es­tas ca­sas têm três fa­to­res de­ter­mi­nan­tes: uma his­tó­ria lon­ga (por ve­zes com cen­te­nas de anos), vi­nhas nos me­lho­res ‘ter­roirs’ do Dou­ro e, em con­sequên­cia, mui­to co­nhe­ci­men­to e ta­rim­ba a fa­zer Vin­ta­ge ao lon­go dos sé­cu­los.

Se um Por­to Tawny re­sul­ta do tra­ba­lho do ho­mem e um Por­to Vin­ta­ge sai con­so­an­te a na­tu­re­za quer, não é me­nos ver­da­de que a lo­ca­li­za­ção das vi­nhas no va­le do Dou­ro é fun­da­men­tal pa­ra a pro­du­ção de um Vin­ta­ge de ex­ce­ção. E, co­mo se per­ce- be­rá fa­cil­men­te, as em­pre­sas com mais tem­po de vi­da são donas dos me­lho­res ter­re­nos, com as gran­des vi­nhas e as me­lho­res ex­po­si­ções.

Don­de, quan­do es­ta­mos pe­ran­te um ano de de­cla­ra­ção ge­ne­ra­li­za­da de Por­to Vin­ta­ge não ad­mi­ra que o gru­po S y mi n g t o n o u a F l a d g a t e Part­nership con­si­gam vi­nhos que an­dam sem­pre a to­car nos 100 pon­tos.

DE­POIS DA CON­CEN­TRA­ÇÃO DE COR (

Con­tu­do, há fa­mí­li­as de mui­to pe­que­na di­men­são que tam­bém con­se­guem lan­çar Vin­ta­ge de ca­te­go­ria, co­mo é o ca­so da Quin­ta dos La­ga­res - pro­je­to que exis­te há mui­to, mas que ago­ra de­ci­diu lan­çar uma li­nha pró­pria de vi­nhos (an­tes ven­di­am as uvas pa­ra ou­tras ca­sas). Pe­dro Len­cart e a mu­lher, Isa­bel Sar­men­to, já ha­vi­am des­per­ta­do o in­te­res­se da crí­ti­ca com vá­ri­os vi­nhos e em par­ti­cu­lar um ro­sé fei­to a par­tir de Mou­ris­co (úni­co em Portugal). Ora, co­mo es­tão no tão cobiçado Va­le de Men­diz (jun­to ao Pi­nhão) têm de fac­to con­di­ções fan­tás­ti­ca pa­ra fa­zer Por­to Vin­ta­ge - coi­sa que acon­te­ceu na co­lhei­ta de 2016.

O Vin­ta­ge é um vi­nho que se b e b e c o m c e ri­mo­ni­al, mas pro­var al­go de gran­de ní­vel, fei­to por uma fa­mí­lia que se ini­cia nes­tas aven­tu­ras e que pe­de pou­co pe­lo seu tra­ba­lho, é al­go que emo­ci­o­na qual­quer crí­ti­co.

QUIN­TA DOS LA­GA­RES VIN­TA­GE 2016CASTAS

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