Mon­chi­que – o ter­ror

Correio da Manha - - Portugal - Car­los An­jos PRE­SI­DEN­TE DA CO­MIS­SÃO DE PRO­TE­ÇÃO ÀS VÍ­TI­MAS DE CRIMES

Che­guei ao Al­gar­ve, mais con­cre­ta­men­te ao Al­vor, já com o in­cên­dio a de­cor­rer e a tra­gé­dia ins­ta­la­da. O resultado era já vi­sí­vel no ros­to de to­da a gen­te. A si­tu­a­ção en­tre­tan­to agra­vou-se e a es­pe­ran­ça das gen­tes al­gar­vi­as trans­for­mou-se em de­ses­pe­ran­ça, pois o in­cên­dio pa­re­ce não ter fim à vis­ta. Não sei de quem é a cul­pa ou se há cul­pa­dos. Sei que o in­cên­dio lavra numa ser­ra on­de não há aces­sos que per­mi­tam aos bom­bei­ros fa­zer um com­ba­te fron­tal; e, pi­or, não lhes per­mi­te fa­zer o res­cal­do do ata­que fei­to

VEJO BOM­BEI­ROS PARADOS NA BEIRA DA ES­TRA­DA, SEM OR­DENS DE CO­MAN­DO

pe­los mei­os aé­re­os, daí os inú­me­ros re­a­cen­di­men­tos. Os ven­tos são for­tes e mu­dam de sen­ti­do com gran­de frequên­cia, sur­pre­en­den­do os bom­bei­ros. A oro­gra­fia é difícil e sem­pre que o ven­to mu­da com­pli­ca a vi­da aos bom­bei­ros. O calor é bru­tal e o fu­mo ter­rí­vel. Não sei se era pos­sí­vel fa­zer me­lhor. Nes­tas al­tu­ras é fá­cil cri­ti­car, mas an­dan­do nas ime­di­a­ções do in­cên­dio cus­ta ver bom­bei­ros de cor­po­ra­ções de di­ver­sos pon­tos do país parados na beira da es­tra­da, sem na­da pa­ra fa­zer, sem or­dens do co­man­do, en­quan­to se ou­vem an­gus­ti­an­tes pe­di­dos de ajuda da­que­les que ve­em as su­as coi­sas em pe­ri­go. Se­ja a co­or­de­na­ção, o co­man­do, ou lá o que quer que se­ja, al­go não es­tá a fun­ci­o­nar bem.

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