281MIL FUNCIONARIOS PRES­SI­O­NAM ORCAMENTO

PROGRESSÃO DE 17 CAR­REI­RAS NA FUN­ÇÃO PÚ­BLI­CA CON­TA­GEM IN­TE­GRAL DO TEM­PO DE SER­VI­ÇO CUS­TA MAIS DE MIL MILHÕES r FEN­PROF acusa Go­ver­no de ten­tar en­ga­nar Mar­ce­lo

Correio da Manha - - Primeira Página - ANTÓNIO SÉRGIO AZENHA NOTÍCIA EXCLUSIVA DA EDIÇÃO EM PAPEL

Cer­ca de 281 mil fun­ci­o­ná­ri­os pú­bli­cos pro­gri­dem na car­rei­ra com ba­se no tem­po de ser­vi­ço. Dis­tri­buí­dos por 17 car­rei­ras, es­tes tra­ba­lha­do­res re­pre­sen­tam 42% dos mais de 671 mil fun­ci­o­ná­ri­os do Es­ta­do e são um fa­tor de pres­são so­bre a des­pe­sa pú­bli­ca. A con­ta­gem de to­do o tem­po de ser­vi­ço des­ses fun­ci­o­ná­ri­os, pa­ra efei­tos de progressão na car­rei­ra, im­pli­ca, se­gun­do apu­rou o CM, uma des­pe­sa anu­al su­pe­ri­or a mil milhões de euros. Des­te va­lor, 600 milhões são re­la­ti­vos aos docentes.

A análise dos da­dos da Di­re­ção-Ge­ral do Em­pre­go e da Ad­mi­nis­tra­ção Pú­bli­ca (DGAEP) dei­xa cla­ro que os pro­fes­so­res

GO­VER­NO VAI NE­GO­CI­AR COM TO­DAS AS CAR­REI­RAS NO PRÓ­XI­MO ANO

são, en­tre as 17 car­rei­ras, o mai­or nú­me­ro de fun­ci­o­ná­ri­os pú­bli­cos que pro­gri­dem na car­rei­ra pe­lo decorrer do tem­po (ver in­fo­gra­fia). Até ago­ra, o Go­ver­no ne­go­ci­ou ape­nas com os pro­fes­so­res, mas no pró­xi­mo ano, além de con­ti­nu­ar a ne­go­ci­a­ção com os docentes, te­rá tam­bém de ini­ci­ar a dis­cus­são com as res­tan­tes 16 car­rei­ras.

O Exe­cu­ti­vo pre­ten­de ne­go­ci­ar a con­ta­gem do tem­po de ser­vi­ço, pa­ra efei­tos de progressão na car­rei­ra, com ca­da uma das car­rei­ras. Daí que a proposta de dois anos, no­ve me­ses e 18 di­as apre­sen­ta­da pe­lo Exe­cu­ti­vo aos pro­fes­so­res possa não ser a mes­ma solução pa­ra as res­tan­tes de­zas­seis.

O Go­ver­no tem re­cu­sa­do acei­tar a proposta dos pro­fes­so­res de­vi­do ao im­pac­to fi­nan­cei­ro da con­ta­gem in­te­gral do tem­po de ser­vi­ço na des­pe­sa pú­bli­ca. Pa­ra Jo­sé Abraão, pre­si­den­te da FESAP - Fe­de­ra­ção de Sin­di­ca­tos da Ad­mi­nis­tra­ção Pú­bli­ca, “não é ra­zoá­vel nem acei­tá­vel que seja apa­ga­do o tem­po [de ser­vi­ço] da car­rei­ra do tra­ba­lha­dor.” E adi­an­ta: “As so­lu­ções [pa­ra o pro­ble­ma] de­vem ser negociadas.”

António Cos­ta, pri­mei­ro-mi­nis­tro, e Má­rio Cen­te­no, mi­nis­tro das Fi­nan­ças, cor­rem o ris­co de ter um 2019 com­pli­ca­do de­vi­do à ne­go­ci­a­ção com os sin­di­ca­tos

Ma­ria de Fá­ti­ma Fon­se­ca re­ce­be ho­je os sin­di­ca­tos da Fun­ção Pú­bli­ca

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