Eleições no Mon­te­pio com dú­vi­da nas con­tas

CAN­DI­DA­TOS r Três ros­tos vão ho­je a vo­tos: To­más Cor­reia, Ri­bei­ro Men­des e António Go­di­nho

Correio da Manha - - Primeira Página - DIANA RA­MOS* COM LUSA

Os as­so­ci­a­dos do Mon­te­pio de­ci­dem ho­je a quem en­tre­gam a ges­tão da associação mu­tu­a­lis­ta, nu­ma al­tu­ra em que per­sis­tem dú­vi­das so­bre a si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra da ins­ti­tui­ção e qu­an­do se pre­pa­ra a al­te­ra­ção da su­per­vi­são pa­ra a Au­to­ri­da­de de Se­gu­ros e Fun­dos de Pen­sões (ASF). São três os can­di­da­tos na cor­ri­da: To­más Cor­reia, pre­si­den­te há 12 anos, Ri­bei­ro Men­des, ad­mi­nis­tra­dor dis­si­den­te da atu­al ges­tão, e António Go­di­nho, em­pre­sá­rio e re­can­di­da­to.

To­más Cor­reia, da lista A, ga­ran­te que a mu­tu­a­lis­ta es­tá “bem ca­pi­ta­li­za­da” e diz que se re­can­di­da­tou pa­ra con­tri­buir “pa­ra re­for­çar a con­fi­an­ça na to­ta­li­da­de do Gru­po Mon­te­pio”, lem­bran­do o “fu­tu­ro de gran­de exi­gên­cia” que se im­põe com a no­va su­per­vi­são. To­más Cor­reia, que é vi­sa­do em vá­ri­os pro­ces­sos do Banco de Portugal e do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co, diz que “aguar­da com se­re­ni­da­de” o cur­so das in­ves­ti­ga­ções.

Ri­bei­ro Men­des, da lista B, quer con­tra­ri­ar “o atu­al ci­clo de declínio da mai­or mu­tu­a­li­da­de por­tu­gue­sa” e afastar “os des­va­ri­os de uma ges­tão aven­tu­rei­ra” que le­va­ram à “mui­to pre­o­cu­pan­te” si­tu­a­ção fi­nan­cei­ra”.

A ver­da­dei­ra saúde fi­nan­cei­ra da mu­tu­a­lis­ta é tam­bém a pre­o­cu­pa­ção de António Go­di­nho, da lista C, que quer pe­dir uma au­di­to­ria fi­nan­cei­ra à ins­ti­tui­ção se for elei­to. Ou­tra das ban­dei­ras que apre­goa é a da trans­pa­rên­cia, su­bli­nhan­do a ne­ces­si­da­de de le­var a ca­bo uma “mo­ra­li­za­ção ime­di­a­ta das re­mu­ne­ra­ções, mor­do­mi­as e pri­vi­lé­gi­os da ad­mi­nis­tra­ção”.

Os salários da ges­tão têm si­do um dos pon­tos de ba­ta­lha dos can­di­da­tos, sen­do que há dois que são be­ne­fi­ciá­ri­os di­re­tos dos ele­va­dos va­lo­res pa­gos: To­más Cor­reia re­ce­be 30 mil euros/mês e Ri­bei­ro Men­des 24 mil euros/mês. Se a ta­be­la sa­la­ri­al não se al­te­rar, o pró­xi­mo pre­si­den­te ga­nha­rá 400 mil euros anu­ais.

SALÁRIOS ELE­VA­DOS TÊM SI­DO MO­TI­VO DE CRÍ­TI­CAS NA COR­RI­DA ELEI­TO­RAL

, can­di­da­to da lista B 3 António Go­di­nho, da lista C

can­di­da­to da lista A 2Ri­bei­ro Men­des

1To­más Cor­reia,

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