MUN­DO: ES­PA­NHA.

DE­POI­MEN­TO r Ex- vi­ce-pre­si­den­te ca­ta­lão ne­ga qual­quer delito e re­cu­sa res­pon­der à acu­sa­ção

Correio da Manha - - Opinião - F. J. GONÇALVES* COM AGÊN­CI­AS

AN­TI­GO VI­CE-PRE­SI­DEN­TE CA­TA­LÃO NE­GA QUAL­QUER DELITO NO INÍ­CIO DO JUL­GA­MEN­TO DE 12 SEPARATISTAS.

Oex-vi­ce-pre­si­den­te ca­ta­lão Ori­ol Jun­que­ras abriu on­tem as de­cla­ra­ções no jul­ga­men­to dos 12 separatistas acu­sa­dos de re­be­lião e má uti­li­za­ção de fun­dos pú­bli­cos e fez do de­poi­men­to uma de­cla­ra­ção po­lí­ti­ca.

“Sou acu­sa­do pe­las mi­nhas idei­as e não pe­los meus atos”, dis­se, na aber­tu­ra da de­cla­ra- ção, du­ran­te a qual re­cu­sou dar ex­pli­ca­ções. “Is­to é um jul­ga­men­to po­lí­ti­co e não res­pon­de­rei às per­gun­tas das acu­sa­ções ”. Res­pos­ta deu ape­nas ao seu ad­vo­ga­do, por con­si­de­rar que não co­me­teu qual­quer delito. “Vo­tar num re­fe­ren­do não é delito. Tra­ba­lhar pe­la in­de- pen­dên­cia da Ca­ta­lu­nha de for­ma pa­cí­fi­ca não é delito”, afir­mou, ne­gan­do cul­pas na vio lê ncia do re­fe­ren­do ile­gal de 1 de ou­tu­bro de 2017. “Sem­pre re­jei­tá­mos a violência”, su­bli­nhou, acu­san­do a po­lí­cia es­pa­nho­la pe­lo “am­bi­en­te de crispação” e pe­lo re­cur­so “a vio- lên­cia des­ne­ces­sá­ria”. Jun­que­ras ne­gou tam­bém o uso de fun­dos pú­bli­cos, pois “os re­cur­sos [do go­ver­no ca­ta­lão] eram con­tro­la­dos se­ma­nal­men­te” pe­lo Fis­co. Pa­ra fi­na­li­zar, pe­diu a Es­pa­nha uma so­lu­ção pa­ra a ques­tão separatista, pois, co­mo su­bli­nhou, o di­rei­to à au­to­de­ter­mi­na­ção es­tá con­sa­gra­do em tra­ta­dos in­ter­na­ci­o­nais.

LÍ­DER SEPARATISTA NE­GOU USO DE DI­NHEI­RO PÚ­BLI­CO NO RE­FE­REN­DO

Jun­que­ras foi o pri­mei­ro dos 12 separatistas de­ti­dos a de­por em tri­bu­nal no jul­ga­men­to por de­li­tos de re­be­lião

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