“A PAI­XÃO PE­LO EN­SI­NO SÓ SUR­GIU COM A PRÁ­TI­CA”

Car­los Por­te­la: Es­co­la Dr. Jo­a­quim Car­va­lho (Fig. Foz) - Pro­fes­sor do Ano Ca­sa das Ci­ên­ci­as

Correio da Manha - - A Fechar - B.E.

CM – Co­mo re­a­ge à atri­bui­ção des­te pré­mio? Car­los Por­te­la –É uma ho­me­na­gem à pro­fis­são de pro­fes­sor e à im­por­tân­cia que tem em ter­mos so­ci­ais. – Sem­pre quis ser pro­fes­sor? – Ini­ci­al­men­te ti­nha pai­xão pe­la Fí­si­ca. A pai­xão pe­lo en­si­no só sur­giu com a prá­ti­ca. – Con­se­gue ca­ti­var os seus alu­nos ape­sar de eles te­rem mui­tas ou­tras so­li­ci­ta­ções e fon­tes de in­for­ma­ção?

– De­pen­de dos alu­nos. O ob­je­ti­vo é es­ti­mu­lar a von­ta­de de pen­sar, pes­qui­sar, ques­ti­o­nar, in­ter­pre­tar a in­for­ma­ção e re­sol­ver pro­ble­mas. O fac­to de a in­for­ma­ção es­tar dis­po­ní­vel não li­mi­ta es­sa von­ta­de. A ideia é que os alu­nos sai­bam es­tru­tu­rar a in­for­ma­ção e re­la­ci­o­nar con­cei­tos, é es­se o pa­pel do pro­fes­sor, às ve­zes é bem-su­ce­di­do, ou­tras me­nos.

– Re­vê-se nas quei­xas so­bre as di­fi­cul­da­des em ser pro­fes­sor ho­je?

– Há con­tex­tos di­ver­sos. As di­fi­cul­da­des de ex­ces­so de tra­ba­lho e pro­ble­mas de com­por­ta­men­to são re­ais. Sinto-me bem a en­si­nar no con­tex­to nor­mal des­ta es­co­la pú­bli­ca. Há tur­mas mais fá­ceis e mais di­fí­ceis. Mas não sei co­mo se­ria nou­tro con­tex­to (ver pág. 20).

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