Correio da Manha

Receita fiscal volta a equilibrar as contas

COVID Medidas antipandem­ia já custaram 4,9 mil milhões de euros até setembro COMBUSTÍVE­IS Sucessivos aumentos já se refletem numa quebra de 26 milhões em ISP

- MIGUEL ALEXANDRE GANHÃO

Os impostos voltaram a encher os cofres do Estado à boleia da retoma da atividade económica. Em setembro, a receita de IRS aumentou 12,5 milhões de euros e o IVA cresceu 918,1 milhões, graças aos adiamentos dos prazos de entrega contemplad­os nas medidas de apoio à pandemia. No total, foram mais 1,4 mil milhões de euros em impostos (mais 4,3%) num só mês.

A exceção a este bom comportame­nto das receitas fiscais foi a evolução do IRC e do Imposto sobre os Combustíve­is (ISP). Com os aumentos sucessivos da gasolina e do gasóleo, o consumo começou a cair e, em setembro, a receita já sofreu uma queda superior aos 26 milhões de euros.

DÉFICE MELHORA

EM 677 MILHÕES COM ECONOMIA A RECUPERAR

Com a receita do Estado a crescer 6,9% e a despesa a subir 5,3%, o défice diminuiu 677 milhões de euros. Um reequilíbr­io necessário, numa altura em que o esforço com medidas de apoio às empresas e às famílias no combate à Covid-19, ainda somam 4,9 mil milhões de euros, com mais de mil milhões a serem canalizado­s para o setor da Saúde (testes, vacinas, pagamentos de horas extraordin­árias a médicos e enfermeiro­s).

A despesa com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) subiu 732,2 milhões num mês, aumentando o défice do SNS em 275 milhões. Os pagamentos em atraso do Estado estão também a a c u mular - s e t o t a l i z a ndo 700,8 milhões .

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Combustíve­is estão a dar menos receita ao Estado
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