Au­men­tou em 2017 di­nhei­ro en­vi­a­do de Angola para Portugal

Edição Público Porto - - DESTAQUE - Ana Cristina Pe­rei­ra

tá­vel a es­pe­ci­a­lis­tas co­mo Rui Pe­na Pi­res, coordenador científico do Ob­ser­va­tó­rio da Emi­gra­ção, se con­cre­ti­zou: caiu o número de vis­tos dos vá­ri­os ti­pos (pri­vi­le­gi­a­do, trabalho, trabalho por pro­to­co­lo, fi­xa­ção de re­si­dên­cia e outros, co­mo es­tu­do e per­ma­nên­cia tem­po­rá­ria) para 3908.

O vo­lu­me de ins­cri­ção nos ser­vi­ços con­su­la­res por­tu­gue­ses em Angola acom­pa­nha­va o mo­vi­men­to. Man­te­ve uma ten­dên­cia de cres­ci­men­to en­tre 2008 (72 mil) e 2015 (134 mil) e em 2016 caiu a pi­que (97 mil).

Não era só me­nos gen­te que ia para Angola. Era mais gen­te que voltava, até por­que a si­tu­a­ção em Portugal co­me­çou a me­lho­rar. Por­tu­gue­ses que ti­nham es­co­lhi­do Angola e o Rei­no Uni­do (a bra­ços com a saída da União Eu­ro­peia) para fa­zer vi­da so­bres­saíam ago­ra no mo­vi­men­to de regresso.

Com a economia angolana a dar al­guns si­nais de me­lho­ria, as re­mes­sas vol­ta­ram a su­bir. No ano pas­sa­do, so­ma­ram 245 milhões de eu­ros. Em Ju­lho de 2017, mês an­te­ri­or ao das eleições pre­si­den­ci­ais an­go­la­nas, che­ga­ram aos 32 milhões, al­go que não se via des­de De­zem­bro de 2013 (34 milhões).

A emi­gra­ção por­tu­gue­sa vol­tou a au­men­tar ou is­to é só o re­fle­xo da re­so­lu­ção de pen­dên­ci­as cam­bi­ais e de outros pro­ble­mas? Im­pos­sí­vel di­zer, admite a so­ció­lo­ga Cláu­dia Pe­rei­ra, que tam­bém faz parte do Ob­ser­va­tó­rio da Emi­gra­ção. Só na pró­xi­ma se­ma­na, qu­an­do hou­ver dados so­bre os vis­tos emi­ti­dos pe­los con­su­la­dos de Angola em 2017, se po­de­rá sa­ber.

No ano pas­sa­do, o antigo Presidente da Re­pú­bli­ca de­cre­tou li­mi­ta­ções à con­tra­ta­ção de mão-de­o­bra es­tran­gei­ra e a obri­ga­to­ri­e­da­de de pagar sa­lá­ri­os em kwan­zas, mas vol­tou atrás.

ac­pe­rei­ra@pu­bli­co.pt

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