Tem­pes­ta­des Flo­ren­ce e Mangkhut es­pa­lham o ter­ror em dois oceanos

Fi­li­pi­nas e costa su­des­te dos EUA so­frem com os efei­tos de um tu­fão e de um furacão, am­bos de gran­des pro­por­ções

Edição Público Porto - - MUNDO -

Du­as enor­mes tem­pes­ta­des, uma no Pa­cí­fi­co, ou­tra no Atlântico, des­tro­em tu­do o que se apre­sen­ta no seu ca­mi­nho. O su­per­tu­fão Mangkhut, que a Or­ga­ni­za­ção Me­te­o­ro­ló­gi­ca Mun­di­al clas­si­fi­cou co­mo a mais po­de­ro­sa tem­pes­ta­de des­te ano na re­gião, dei­xou um ras­to de ca­os e des­trui­ção ao pas­sar pe­lo Nor­te das Fi­li­pi­nas, e já fez pe­lo me­nos 16 mor­tos. O Flo­ren­ce, ape­sar de já ser ape­nas uma tem­pes­ta­de tro­pi­cal, tem um ris­co mai­or de pro­vo­car inundações do que qu­an­do era ainda um furacão, por causa da chu­va que traz.

Na ma­dru­ga­da de sá­ba­do, a ilha de Lu­zon foi atin­gi­da por ven­tos de 200km/hora e chu­vas tor­ren­ci­ais, que cau­sa­ram chei­as, des­li­za­men­tos de ter­ra, cor­tes de ener­gia e in­con­tá­veis da­nos ma­te­ri­ais. O New York Times fa­la em 16 mor­tos, mas admite-se que o número au­men­te.

A re­gião mais des­truí­da pe­lo Mangkhut foi a pro­vín­cia de Ca­gayan, na costa da ilha mais a nor­te do ar­qui­pé­la­go filipino. A ca­pi­tal, Ma­ni­la, tam­bém foi for­te­men­te atin­gi­da pe­lo tu­fão.

As ra­ja­das de vento e a chu­va for­te cau­sa­ram da­nos ma­te­ri­ais em mais de mil casas, par­ti­cu­lar­men­te na ci­da­de de Tu­gue­ga­rao, cu­jo ae­ro­por­to fi­cou em muito mau estado. Ao todo foram re­gis­ta­dos 42 des­li­za­men­tos de ter­ras. De acor­do com as au­to­ri­da­des, pe­lo me­nos 105 mil pes­so­as es­tão em abri­gos tem­po­rá­ri­os, à es­pe­ra que a tem­pes­ta­de pas­se to­tal­men­te e que a água des­ça.

Com 900km de di­â­me­tro o Mangkhut di­ri­ge-se para o Sul da China, a uma ve­lo­ci­da­de de 30km/h. Após a pas­sa­gem pe­las Fi­li­pi­nas, o su­per­tu­fão perdeu for­ça, pe­lo que se es­pe­ra que atin­ja Hong Kong e Ma­cau, na tar­de de domingo, com ven­tos de 160km/h.

As Fi­li­pi­nas ainda vi­vem ate­mo­ri­za­das pela me­mó­ria da pas­sa­gem do tu­fão Haiyan, em 2013, que ti­rou a vi­da a mais de 6300 pes­so­as.

No Su­des­te dos EUA, o pro­ble­ma é a chu­va tor­ren­ci­al. “O ris­co de chei­as as­so­ci­a­do a es­ta tem­pes­ta­de é mais ime­di­a­to ago­ra do que qu­an­do che­gou a ter­ra há 24 ho­ras”, di­zia sá­ba­do o go­ver­na­dor da Ca­ro­li­na do Nor­te, Roy Co­o­per. “En­fren­ta­mos ver­da­dei­ros mu­ros de água nas nos­sas cos­tas, ao lon­go dos ri­os, nas nos­sas ter­ras agrí­co­las, nas ci­da­des e vi­las”, aler­tou.

Para mui­tas co­mu­ni­da­des da Ca­ro­li­na do Nor­te e da Ca­ro­li­na do Sul, as chu­vas tor­ren­ci­ais e o ris­co de inundações vão pro­lon­gar-se durante vá- ri­os dias, cri­an­do vá­ri­os ti­pos de si­tu­a­ções de emer­gên­cia. Per­to de um mi­lhão de pes­so­as es­tá sem elec­tri­ci­da­de nos dois es­ta­dos, al­gu­mas de­las en­cur­ra­la­das nas su­as casas de­vi­do à su­bi­da do ní­vel das águas.

“Es­ta­va es­cu­ro co­mo breu e eu es­ta­va ater­ro­ri­za­da”, con­tou à Reu­ters Tracy Sin­gle­ton, que fu­giu com a sua fa­mí­lia no carro, de­bai­xo de chu­va tor­ren­ci­al e ven­tos ci­cló­ni­cos da sua ca­sa para um ho­tel a cerca 130km de distância na Ca­ro­li­na do Nor­te. En­tre es­co­las, igre­jas e até um pa­vi­lhão de bas­que­te­bol, há cerca de 150 abri­gos tem­po­rá­ri­os nes­te estado, que al­ber­gam 22.600 pes­so­as que foram for­ça­das a dei­xar as su­as casas. Na Ca­ro­li­na do Sul es­tão ou­tras 7000 pes­so­as em abri­gos tem­po­rá­ri­os.

ROLEX DE­LA PE­NA/EPA

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