Benfica e Ta­ça da Liga, uma re­la­ção que con­ti­nua for­te

“En­car­na­dos” en­tra­ram a ganhar na edição des­te ano da pro­va, der­ro­tan­do o Rio Ave, na Luz. Um triun­fo tão jus­to quan­to difícil, pois as “águi­as” foram ape­nas um pou­co melhores do que o seu ad­ver­sá­rio

Edição Público Porto - - DESPORTO - Cró­ni­ca de jogo Jor­ge Mi­guel Ma­ti­as

O Benfica nunca ti­nha per­di­do um jogo da Ta­ça da Liga no seu estádio des­de que a pro­va co­me­çou a ser dis­pu­ta­da, já lá vão 11 edi­ções. E, on­tem, frente ao Rio Ave, a tra­di­ção man­te­ve-se, com os ben­fi­quis­tas a fes­te­ja­rem mais um triun­fo na partida que mar­cou o iní­cio da sua participação na edição des­ta época da pro­va.

A vitória foi jus­ta, pois os “en­car­na­dos” cons­truí­ram opor­tu­ni­da­des su­fi­ci­en­tes para jus­ti­fi­car os dois go­los com que se su­pe­ri­o­ri­za­ram ao Rio Ave, mas foi su­a­da, pois os vi­la-con­den­ses nunca ab­di­ca­ram do ataque e jo­ga­ram sem­pre de ca­be­ça le­van­ta­da.

Pro­va des­ta ati­tu­de te­me­rá­ria é a per­cen­ta­gem de pos­se de bola com que a partida che­gou ao in­ter­va­lo e que era fa­vo­rá­vel ao Rio Ave (56%).

Com Ga­bri­el­zi­nho e es­pe­ci­al­men­te Ga­le­no a sa­be­rem o que fa­zer com a bola qu­an­do es­ta che­ga­va aos seus pés, a equipa de Vi­la do Con­de obri­gou o Benfica a bas­tan­te trabalho.

Um Benfica di­fe­ren­te da­que­le que vi­nha sen­do ha­bi­tu­al nas últimas par­ti­das e que viu Rui Vitória apos­tar, pela pri­mei­ra vez es­ta tem­po­ra­da, em Svi­lar para a ba­li­za, Con­ti e Iu­ri Ribeiro para a de­fe­sa e Al­fa Se­me­do para o meio-cam­po. Is­to, para além da in­clu­são de Ra­fa no lugar nor­mal­men­te ocu­pa­do por Cer­vi.

Os pri­mei­ros lances de pe­ri­go dos “en­car­na­dos” par­ti­ram qua­se to­dos dos pés de Sal­vio que, jun­ta­men­te com Piz­zi e Ged­son, eram os gran­des ani­ma­do­res do futebol do Benfica. Só que o Rio Ave não se ame­dron­tou e foi pre­ci­so uma grande pe­na­li­da­de (ine­xis­ten­te) para que as “águi­as” che­gas­sem ao go­lo. Ga­bri­el­zi­nho fez-se a uma bola en­vi­a­da para den­tro da área do Rio Ave jun­ta­men­te com Se­fe­ro­vic, com o suí­ço a cair sem que nin­guém lhe ti­ves­se to­ca­do. A que­da en­ga­nou o ár­bi­tro, que acu­mu­lou er­ros mais ou me­nos gra­ves até ao final do encontro (os “en­car­na­dos” tam­bém se po­dem quei­xar de um pe­nál­ti não as­si­na­la­do a seu favor por fal­ta, des­ta vez exis­ten­te, so­bre o hel­vé­ti­co, pu­xa­do pela ca­mi­so­la na área con­trá­ria já no segundo tem­po).

Sal­vio con­ver­teu o pe­nál­ti e le­vou o Benfica em van­ta­gem para o in­ter­va­lo, fa­zen­do ainda a as­sis­tên­cia para Ra­fa, no lan­ce do segundo go­lo, após uma re­cu­pe­ra­ção de bola de Al­fa Se­me­do, já na segunda parte.

Tam­bém com al­gu­mas al­te­ra­ções no seu “on­ze” tra­di­ci­o­nal, o Rio Ave man­te­ve-se de pé e ri­pos­tou. E num bom lan­ce in­di­vi­du­al de Ga­le­no, o bra­si­lei­ro ser­viu Vinicius, go­le­a­dor da II Liga da época passada (20 go­los) e em­pres­ta­do ao Rio Ave pe­lo Ná­po­les, que re­du­ziu a des­van­ta­gem.

Es­ta­va fei­to o re­sul­ta­do final, que não so­fre­ria al­te­ra­ções, ape­sar de am­bas as equipas te­rem ti­do mais um par de bo­as oca­siões para mar­car até ao api­to final.

jma­ti­as@pu­bli­co.pt

MI­GUEL A. LOPES/LUSA

Ra­fa fes­te­ja com os adep­tos o seu go­lo, o segundo dos “en­car­na­dos” frente ao Rio Ave

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