Re­for­mas es­tru­tu­rais ful­crais pa­ra a eco­no­mia em 2019

Edição Público Porto - - ECONOMIA - Aná­li­se Or­dem dos Eco­no­mis­tas

A Or­dem dos Eco­no­mis­tas di­vul­ga o seu Ba­ró­me­tro Tri­mes­tral de Fis­ca­li­da­de, que vi­sa não só mo­ni­to­ri­zar a si­tu­a­ção atu­al do sis­te­ma fis­cal co­mo tam­bém abor­dar a perspetiva dos seus mem­bros so­bre o fu­tu­ro da eco­no­mia por­tu­gue­sa nes­te ano de 2019.

Em­bo­ra quan­to a es­sa mes­ma perspetiva as opi­niões dos eco­no­mis­tas sur­jam di­vi­di­das, es­tas evi­den­ci­am, po­rém, que não de­ve­rá ha­ver uma gran­de al­te­ra­ção do am­bi­en­te eco­nó­mi­co, uma vez que as opi­niões mais ex­tre­mas apresentam uma mui­to bai­xa ex­pres­si­vi­da­de. A mai­or fra­ção (44,4%) con­si­de­ra que a eco­no­mia de­ve­rá abran­dar o seu rit­mo. Con­tu­do, 37,6% an­te­vêem um ano idên­ti­co ao an­te­ri­or e 15% acre­di­tam mes­mo nu­ma me­lho­ria.

As ca­ti­va­ções fo­ram apon­ta­das co­mo o prin­ci­pal me­ca­nis­mo (42%) que te­rá per­mi­ti­do al­can­çar as me­tas do dé­fi­ce em 2018. Cer­ca de 26,5% con­si­de­ram que tal se de­veu à me­lho­ria da con­jun­tu­ra eco­nó­mi­ca e 24,7% ao au­men­to dos im­pos­tos. Ape­nas cer­ca de 4% con­si­de­ram que a cau­sa esteve re­la­ci­o­na­da com os cor­tes na fun­ção pú­bli­ca ou as re­for­mas go­ver­na­ti­vas. Co­mo ou­tras cau­sas, fo­ram ain­da iden­ti­fi­ca­dos os di­vi­den­dos do Ban­co de Portugal ou o au­men­to de im­pos­tos in­di­re­tos e a fal­ta de in­ves­ti­men­to pú­bli­co.

No ano de 2018, o cres­ci­men­to eco­nó­mi­co foi es­co­lhi­do co­mo o in­di­ca­dor com a me­lhor per­for­man­ce, se­guin­do-se as con­tas ex­ter­nas, o in­ves­ti­men­to das em­pre­sas e a evo­lu­ção do dé­fi­ce es­tru­tu­ral. A edu­ca­ção, a dí­vi­da pú­bli­ca e os ser­vi­ços pú­bli­cos em ge­ral sur­gem a meio da ta­be­la, apre­sen­tan­do uma per­for­man­ce sa­tis­fa­tó­ria. Com a pi­or clas­si­fi­ca­ção sur­ge en­tão o in­ves­ti­men­to pú­bli­co, a saú­de e, no fi­nal, a pou­pan­ça.

Quan­to aos fa­to­res mais pre­men­tes pa­ra a me­lho­ria da eco­no­mia por­tu­gue­sa em 2019, des­ta­cou-se a im­por­tân­cia da­da pe­los eco­no­mis­tas às re­for­mas es­tru­tu­rais (70%), ao au­men­to do ní­vel de in­ves­ti­men­to (64%) e à di­mi­nui­ção da dí­vi­da pú­bli­ca (63%). O alí­vio da car­ga fis­cal sur­ge ape­nas de­pois dos an­te­ri­o­res fa­to­res (58%), re­for­çan­do a im­por­tân­cia pa­ra a es­ta­bi­li­da­de das con­tas pú­bli­cas. A re­du­ção do pe­so do Es­ta­do na eco­no­mia foi o fa­tor es­co­lhi­do por 29% dos res­pon­den­tes, fi­can­do com ape­nas 15% a re­for­ma da se­gu­ran­ça so­ci­al.

Re­la­ti­va­men­te à ava­li­a­ção da car­ga fis­cal, as opi­niões dos mem­bros têm man­ti­do uma gran­de con­sis­tên­cia ao lon­go de to­do o ano, ten­do a mai­o­ria (56%) con­si­de­ra­do a car­ga fis­cal mui­to ele­va­da. Em mé­dia, es­te pa­râ­me­tro al­can­çou um va­lor de 4,48/5, sen­do que tam­bém foi con­si­de­ra­da por 50,2% mais al­ta do que nos res­tan­tes paí­ses da UE. Cer­ca de 70% dos in­qui­ri­dos afir­mam tam­bém ob­ter um re­tor­no negativo ou mui­to negativo fa­ce ao ní­vel de im­pos­tos Na sua opi­nião, qual o prin­ci­pal mo­ti­vo pa­ra a re­du­ção do dé­fi­ce pa­ra o va­lor es­ti­ma­do pe­lo Go­ver­no (0,2%) pa­ra 2018, em com­pa­ra­ção com os 0,7% de 2017? Co­mo ca­rac­te­ri­za a car­ga fis­cal em Portugal? Quais os fac­to­res de ca­rác­ter mais pre­men­te que de­ve­rão ser al­vo de me­lho­ria em 2019?

Eco­no­mia de­ve abran­dar

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