O mun­do ain­da não aca­bou e The End of The F***ing World vol­ta pa­ra a sua úl­ti­ma tem­po­ra­da Tec­no­lo­gia Não apa­gar, por fa­vor

Edição Público Lisboa - Público - P2 - - ÍNDICE - Clau­dia Car­va­lho Sil­va clau­dia.sil­va@pu­bli­co.pt

Uma nar­ra­ti­va bi­zar­ra com per­so­na­gens es­tra­nhas, mar­ca­da pe­la san­gui­no­lên­cia e hu­mor ne­gro. As­sim é o mun­do da série bri­tâ­ni­ca The End of The F***ing World, cu­ja se­gun­da tem­po­ra­da che­ga ao Netf ix na ter­ça­fei­ra — e que, se­gun­do a gui­o­nis­ta Char­lie Co­vell, de­ve­rá ser a úl­ti­ma tem­po­ra­da da série. Co­me­çou a ser exi­bi­da em Ou­tu­bro de 2017 e há qua­se dois anos que se es­pe­ra­va pa­ra co­nhe­cer o des­ti­no in­cer­to do pro­ta­go­nis­ta Ja­mes. A série tem cer­ca de 20 mi­nu­tos por epi­só­dio e oi­to epi­só­di­os por tem­po­ra­da — e, à boa ma­nei­ra do stre­a­ming, to­dos os epi­só­di­os se­rão dis­po­ni­bi­li­za­dos de uma só vez.

Ain­da que se­ja uma pro­du­ção bri­tâ­ni­ca, a série par­te da ban­da de­se­nha­da de tra­ço mi­ni­ma­lis­ta do nor­te-ame­ri­ca­no Char­les Fors­man, um li­vri­nho de 136 pá­gi­nas pu­bli­ca­do em 2013, com o mes­mo no­me (mas sem as­te­ris­cos) e mui­tas ve­zes re­fe­ren­ci­a­do pe­la si­gla TEOTFW. Mas, na série, a nar­ra­ti­va pas­sa-se no Sul de In­gla­ter­ra e con­ta a his­tó­ria do pro­ta­go­nis­ta Ja­mes, um ado­les­cen­te de 17 anos (in­ter­pre­ta­do por Alex Lawther) des­li­ga­do da re­a­li­da­de e des­pro­vi­do de sen­ti­men­tos, mas con­ven­ci­do de que é um psi­co­pa­ta. Pa­ra pas­sar de ma­tar ani­mais pa­ra ma­tar hu­ma­nos, es­co­lhe en­tão a sua pri­mei­ra ví­ti­ma: Alys­sa ( Jes­si­ca Bar­den), que an­da na mes­ma es­co­la e tem tam­bém uma per­so­na­li­da­de bi­zar­ra; os dois ac­to­res re­pre­sen­tam me­no­res, ain­da que Lawther te­nha 24 anos e Bar­den 27. Pa­ra se apro­xi­mar de­la, fin­ge que se apai­xo­na e vê-se apa­nha­do na sua pró­pria ar­ma­di­lha, apren­den­do in­vo­lun­ta­ri­a­men­te a pre­o­cu­par-se e a gos­tar de al­guém. Nes­ta tem­po­ra­da se­rá ain­da in­tro­du­zi­da uma no­va per­so­na­gem cha­ma­da Bon­nie (in­ter­pre­ta­da por Na­o­mi Ac­kie), que tem uma es­tra­nha li­ga­ção com Alys­sa.

A pri­mei­ra tem­po­ra­da ter­mi­nou com um fi­nal am­bí­guo pa­ra a per­so­na­gem Ja­mes: nos úl­ti­mos se­gun­dos do epi­só­dio, ou­ve-se o ti­ro de uma ar­ma com o ecrã já ne­gro e não se per­ce­be se Ja­mes foi fa­tal­men­te atin­gi­do ou não; e, se foi, se foi por um dis­pa­ro da po­lí­cia ou da pró­pria ar­ma que le­va­va con­si­go. O Netf ix lan­çou um trai­ler da se­gun­da tem­po­ra­da na quin­ta-feira, em que, sem fa­las, se vê a per­so­na­gem Alys­sa ves­ti­da de noi­va, ao som de Whi­te Wed­ding, de Billy Idol, num quo­ti­di­a­no som­brio. Até co­me­çar a se­gun­da tem­po­ra­da, o des­ti­no de Ja­mes per­ma­ne­ce uma in­cóg­ni­ta.

A série foi es­cri­ta pe­la bri­tâ­ni­ca Char­lie Co­vell (tan­to na pri­mei­ra co­mo na se­gun­da tem­po­ra­da) e os

Nos úl­ti­mos se­gun­dos da pri­mei­ra tem­po­ra­da o des­ti­no do pro­ta­go­nis­ta fi­cou em aber­to

epi­só­di­os são re­a­li­za­dos por Lucy For­bes e Des­tiny Eka­ragha. A ban­da so­no­ra ori­gi­nal fi­ca no­va­men­te a car­go do gui­tar­ris­ta dos Blur, Graham Co­xon.

Ori­gi­nal­men­te pro­du­zi­da pe­lo Chan­nel 4, foi mais tar­de dis­po­ni­bi­li­za­da pe­lo Netf ix, sen­do ago­ra pro­du­zi­da por am­bos. Ape­sar de não ha­ver con­fir­ma­ção ofi­ci­al, a gui­o­nis­ta da série dis­se em en­tre­vis­ta à Ra­dio Ti­mes que es­ta se­rá a tem­po­ra­da fi­nal e que não ha­ve­rá mais. “Por mim, fi­ca as­sim. Pen­so que es­tar a ten­tar e a ba­ta­lhar pa­ra con­se­guir mais se­ria er­ra­do, gos­to de on­de dei­xá­mos [a nar­ra­ti­va].”

Foi um su­ces­so ines­pe­ra­do e plan­tou-se o re­ceio de que uma se­gun­da tem­po­ra­da pu­des­se es­tra­gar o bri­lhan­tis­mo do fi­nal da pri­mei­ra. “Há mui­ta pres­são, mas es­ta pres­são só exis­te por­que as pes­so­as gos­ta­ram de al­go que criá­mos em con­jun­to” — e diz que ha­ve­rá uma mu­dan­ça e que gos­ta do fi­nal que deu à série. Afi­nal, “não se po­de es­cre­ver aqui­lo que as pes­so­as que­rem”, mas sim “aqui­lo que pa­re­ce ser a coi­sa acer­ta­da pa­ra a his­tó­ria”.

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De acor­do com a gui­o­nis­ta Char­lie Co­vell, es­ta de­ve­rá ser a úl­ti­ma tem­po­ra­da da série, que foi um su­ces­so ines­pe­ra­do

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Cri­an­ças sí­ri­as du­ran­te um ata­que das for­ças le­ais ao Go­ver­no a Dou­ma, um su­búr­bio de Da­mas­co, em Maio de 2015

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