O sím­bo­lo da TAP

Edição Público Lisboa - Público - P2 - - OPINIÃO -

Já não res­tam mui­tos sím­bo­los de Por­tu­gal no mun­do. A Cim­por, a PT e o BES fo­ram obli­te­ra­dos por in­te­res­ses di­fe­ren­tes e, mui­tos de­les, mes­qui­nhos. Te­mos um Es­ta­do sem bra­ços ar­ma­dos na eco­no­mia, ao con­trá­rio de Es­pa­nha ou Itá­lia, que têm ban­cos e em­pre­sas glo­bais que, mes­mo pri­va­dos, ac­tu­am es­tra­te­gi­ca­men­te. A lín­gua por­tu­gue­sa foi tra­ta­da co­mo um em­pe­ci­lho e tro­ca­da por in­te­res­ses eco­nó­mi­cos. Res­ta-nos pou­co. Meia dú­zia de em­pre­sas, as For­ças Ar­ma­das e os clu­bes de fu­te­bol. Um des­ses sím­bo­los é TAP. Pou­co im­por­ta se é pú­bli­ca ou pri­va­da, é fun­da­men­tal pa­ra quem es­tá num can­ti­nho da Eu­ro­pa e ne­ces­si­ta de es­tar li­ga­do ao Ve­lho Con­ti­nen­te, Áfri­ca e Amé­ri­cas. E não de­pen­den­te dos hu­mo­res da Rya­nair, EasyJet, en­tre ou­tras. De­pois da pri­va­ti­za­ção fei­ta às es­con­di­das e de uma na­ci­o­na­li­za­ção en­ver­go­nha­da que por aí vem, só há uma coi­sa im­por­tan­te: que a TAP so­bre­vi­va. Por­que es­tá aci­ma das leis de mer­ca­do. Res­ta, po­rém, uma dú­vi­da: por­que é que na TAP, no No­vo Ban­co e em mui­tas PPP há sem­pre uma cláu­su­la gra­vo­sa pa­ra Es­ta­do e con­tri­buin­tes? Quem faz es­tes con­tra­tos? Pai in­cóg­ni­to?

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