GLEN OU GLENDA (GLEN OR GLENDA), 1953

GQ (Portugal) - - Culto -

Uma lis­ta dos me­lho­res pi­o­res fil­mes de sem­pre es­ta­ria sem­pre in­com­ple­ta sem a pre­sen­ça do mai­or dos mes­tres do gé­ne­ro, o inul­tra­pas­sá­vel Ed Wo­od.

O au­tor de uma sé­rie res­pei­tá­vel de fil­mes tão maus que são bons as­si­na

es­te Glen ou Glenda, um de­sas­tre ci­ne­ma­to­grá­fi­co sob a for­ma de do­cu­men­tá­rio, em tor­no de ques­tões co­mo o tra­ves­tis­mo e a tran­se­xu­a­li­da­de. O dis­cur­so em re­la­ção aos fe­nó­me­nos

é ini­ci­al­men­te me­ri­tó­rio, mas é pe­na que o re­a­li­za­dor se en­tu­si­as­me e aca­be por mis­tu­rar sa­do­ma­so­quis­mo, fe­ti­chis­mo, vi­o­la­ções e uma sé­rie de des­vi­os se­xu­ais com ce­nas de guerra e de ma­tan­ça sob pre­tex­to de a sua per­so­na­gem tran­se­xu­al,

in­ter­pre­ta­da pe­lo seu ator‑fe­ti­che, Be­la Lu­go­si, já em fim de car­rei­ra, ter com­ba­ti­do na II Guerra Mun­di­al. Glen ou Glenda é una­ni­me­men­te con­si­de­ra­do um dos pi­o­res fil­mes de sem­pre e é por is­so

que o ado­ra­mos.

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