DONNIE DARKO (DONNIE DARKO), 2001

GQ (Portugal) - - CULTO CINEMA -

(Tem um co­e­lho, ok?) Sur­re­a­lis­mo su­bur­ba­no, ou a pos­si­bi­li­da­de de Ri­chard Kelly ter ador­me­ci­do nu­ma ba­nhei­ra de me­tan­fe­ta­mi­nas. A ver­da­de é que Kelly nun­ca mais fez um fil­me de jei­to na vi­da. Po­rém, ten­do es­cri­to e re­a­li­za­do Donnie Darko, po­de per­fei­ta­men­te nun­ca mais fa­zer na­da por­que já con­quis­tou o seu lu­gar na his­tó­ria. A per­so­na­gem que dá no­me ao fil­me – um Ja­ke Gyl­le­nhall pro­va­vel­men­te ain­da sem bar­ba – é um ado­les­cen­te pro­ble­má­ti­co de um tí­pi­co su­búr­bio nor­te‑ame­ri­ca­no. Quan­do di­ze­mos pro­ble­má­ti­co, re­fe­ri­mo‑nos a um ra­paz que, por exem­plo, já in­cen­di­ou uma ca­sa, é es­se ti­po de pro­ble­má­ti­co. Um dia, um co­e­lho (va­mos acei­tar que se tra­ta de um co­e­lho) gi­gan­te de

olhos ver­me­lhos acor­da‑o a meio da noi­te e le­va‑o pa­ra um

cam­po de gol­fe, o que é uma sor­te por­que, em se­gui­da, uma

tur­bi­na de um avião cai em ci­ma da ca­ma de Donnie. Tu­do nor­mal até aqui. De­pois é que as coi­sas se com­pli­cam quan­do co­me­çam as vi­a­gens no tem­po

e os wormho­les.

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