AL­COU­TIM Va­mos de sul para nor­te, mas não nos pre­ci­pi­te­mos, Al­cou­tim po­de ser o destino da pri­mei­ra eta­pa, mas não tem de ser a pri­mei­ra pa­ra­gem, po­de es­pe­rar um pou­co. Va­mos pri­mei­ro à Foz de Ode­lei­te – sai-se do IC27 no nó com a N122 e pro­cu­ra-se a di­re

GQ (Portugal) - - In&out -

Se olhar­mos para o ma­pa ele está lá, o Su­des­te de Por­tu­gal, mas ain­da há mui­tos que não o co­nhe­cem – pe­lo me­nos, não a par­tir de Cas­tro Ma­rim para nor­te. No en­tan­to, a re­gião do Gu­a­di­a­na, e mais pre­ci­sa­men­te o Par­que Na­tu­ral a que o gran­de rio dá o no­me, tem vin­do a re­ve­lar-se uma das mais in­te­res­san­tes e pro­mis­so­ras zo­nas de tu­ris­mo e la­zer de Por­tu­gal. Nu­ma al­tu­ra em que o Sul está ca­da vez mais sa­tu­ra­do e até o Su­do­es­te Alen­te­ja­no guar­da já pou­cos se­gre­dos, des­co­brir o que há nas mar­gens do Gu­a­di­a­na sur­ge co­mo um de­sa­fio ir­re­cu­sá­vel e que, ain­da por ci­ma, ofe­re­ce re­com­pen­sa ao ní­vel da qua­li­da­de das pai­sa­gens e da gas­tro­no­mia, para além de exi­bir um pa­tri­mó­nio his­tó­ri­co ri­co e ain­da o bó­nus de con­ser­var uma fau­na usu­al­men­te re­ser­va­da, mas aqui bas­tan­te aces­sí­vel – ja­va­lis, ra­po­sas, ve­a­dos e le­bres, to­dos eles abun­dam por es­tas pa­ra­gens. O cé­le­bre lin­ce-ibé­ri­co tam­bém va­gueia por aqui, mas es­se é mais es­qui­vo e ra­ra­men­te se dei­xa avis­tar.

Uma vez em Al­cou­tim, de­pois de cur­vas e con­tra­cur­vas, mas tam­bém de vis­tas des­lum­bran­tes e pa­cí­fi­cas, há al­guns des­ti­nos pri­o­ri­tá­ri­os. O Cas­te­lo tal­vez se­ja o mais ób­vio, se­gui­do pe­la Praia Flu­vi­al do Pe­go Fun­do, mas a vi­la al­gar­via – al­go que ire­mos per­ce­ben­do ao lon­go da vi­a­gem é que os con­cei­tos de “alen­te­ja­no” e “al­gar­vio” per­dem al­gum sen­ti­do nu­ma zo­na em que a iden­ti­da­de está mui­to mais as­so­ci­a­da ao Gu­a­di­a­na do que a uma di­vi­são que é so­bre­tu­do ad­mi­nis­tra­ti­va – está in­ti­ma­men­te li­ga­da ao rio, sen­do vá­ri­as as ati­vi­da­des flu­vi­ais dis­po­ní­veis para os vi­sitantes e até uma tra­ves­sia in­ter­na­ci­o­nal em sli­de: é ver­da­de, os mais co­ra­jo­sos po­dem ir de Al­cou­tim a San­lú­car de Gu­a­di­a­na des­li­zan­do por uma cor­da so­bre o rio.

Para quem qui­ser co­nhe­cer melhor o pa­tri­mó­nio da vi­la, exis­te o Nú­cleo de Azu­le­jos de Al­cou­tim e a Er­mi­da de Nos­sa Se­nho­ra da Con­cei­ção, no cen­tro da po­vo­a­ção, que não é gran­de.

ON­DE DOR­MIR:

Ho­tel D’Al­cou­tim. Pró­xi­mo do cen­tro, ofe­re­ce to­das as co­mo­di­da­des essenciais para uma es­ta­dia bre­ve. Tem pis­ci­na ex­te­ri­or.

ON­DE CO­MER:

O Ca­ma­né. A ofer­ta na vi­la é pe­que­na, pe­lo que o melhor é man­ter­mo-nos pe­lo que é sim­ples. Nes­te ca­so, há uns ex­tras que va­lem a pe­na: tem en­tra­das re­gi­o­nais (pai­nho de por­co pre­to, quei­jo de ove­lha) de qua­li­da­de, fi­ca no cen­tro da vi­la e tem esplanada com vis­ta para o rio.

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