MO­TIM 1 2 3

GQ (Portugal) - - Culto -

Os re­la­tos con­tam que es­te mo­tim te­ve ori­gem quan­do, em 1966, o go­ver­no por­tu­guês re­cu­sou uma li­cen­ça pa­ra a cons­tru­ção de uma es­co­la chi­ne­sa em Tai­pa. Mes­mo sem au­to­ri­za­ção, os re­si­den­tes ini­ci­a­ram a cons­tru­ção e di­as de­pois os res­pon­sá­veis pe­la es­co­la, os ope­rá­ri­os da cons­tru­ção, os re­si­den­tes e os jor­na­lis­tas pre­sen­tes fo­ram ata­ca­dos e pre­sos pe­la po­lí­cia de Tai­pa co­man­da­da pe­lo go­ver­no por­tu­guês. O even­to foi in­fla­ma­do pe­la im­pren­sa chi­ne­sa, que fez ques­tão de su­bli­nhar que o ata­que por­tu­guês ti­nha si­do pre­me­di­ta­do e gru­pos pró-co­mu­nis­tas vi­ram aqui um pre­tex­to pa­ra exal­tar o na­ci­o­na­lis­mo e ata­car o do­mí­nio es­tran­gei­ro na Chi­na.

O Mo­tim 1 2 3 (que fi­cou as­sim co­nhe­ci­do por­que acon­te­ceu de 30 de No­vem­bro a 3 de de­zem­bro) aca­bou com 11 mor­tos, 200 fe­ri­dos, um acor­do que da­va a vi­tó­ria aos ma­ni­fes­tan­tes e uma pe­dra no sa­pa­to de Lis­boa, que aca­ba­ria por se tra­du­zir na pres­são po­pu­lar pa­ra a en­tre­ga da so­be­ra­nia de Ma­cau à Chi­na.

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