“ES­TE RETROCESSO CIVILIZACIONAL É UMA TRA­GÉ­DIA ”

JN História - - Entrevista -

Que po­de­mos es­pe­rar da sua pro­du­ção his­to­ri­o­grá­fi­ca, num fu­tu­ro pró­xi­mo?

Fui ago­ra con­fir­ma­do co­mo di­re­tor do meu departamento, e is­so vai im­pli­car um cer­to abran­da­men­to. No en­tan­to, fui con­tac­ta­do por um co­le­ga, o Prof. Luís Farinha, que es­tá a di­ri­gir uma co­le­ção de bi­o­gra­fi­as par­la­men­ta­res, ini­ci­a­ti­va da pró­pria As­sem­bleia da Re­pú­bli­ca, que me con­vi­dou – e eu acei­tei – pa­ra es­cre­ver uma bi­o­gra­fia par­la­men­tar so­bre Ade­li­no Ama­ro da Cos­ta. É um pro­je­to pa­ra Por­tu­gal, e, ten­do em con­ta as mi­nhas obri­ga­ções pro­fis­si­o­nais, o tem­po que eu ti­ver dis­po­ní­vel pa­ra es­cre­ver e pa­ra pes­qui­sar vai ser de­di­ca­do a es­se pro­je­to, que vai de­mo­rar ainda um par de anos. Lá pa­ra a fren­te, en­tão, pen­sa­rei nou­tras coi­sas.

Acei­tou por ser Ama­ro da Cos­ta?

O fac­to de eu ter acei­ta­do pren­de-se com a pró­pria per­so­na­gem, e mui­to es­pe­ci­al­men­te, até, com um ca­ri­nho que exis­te, creio, pe­la fi­gu­ra de Ama­ro da Cos­ta, den­tro do par­ti­do, mas tam­bém fo­ra da pró­pria fa­mí­lia CDS.

Há mui­ta es­pe­cu­la­ção em re­la­ção aos tem­pos fi­nais de Ama­ro da Cos­ta, mi­nis­tro da De­fe­sa. Is­so di­fi­cul­ta­rá a ta­re­fa?

Is­so tem mais a ver com a questão de Ca­ma­ra­te, e não me pa­re­ce que se­ja al­go que interesse di­re­ta­men­te a es­te pro­je­to. Eu que­ro fa­lar so­bre a ati­vi­da­de po­lí­ti­ca de­le, a fun­da­ção, desenvolvimento e cres­ci­men­to do par­ti­do, o re­la­ci­o­na­men­to com ou­tras fi­gu­ras na­ci­o­nais e internacionais, na altura, e de­pois, cla­ro, o tra­ba­lho fei­to co­mo mi­nis­tro da De­fe­sa. Mas não que­ro en­trar por Ca­ma­ra­te den­tro. Se­ria uma vi­da in­tei­ra pa­ra di­ge­rir tu­do aqui­lo, o tra­ba­lho de 12 co­mis­sões par­la­men­ta­res e por aí fo­ra...

Não é um emi­gran­te tra­di­ci­o­nal. Vi­ve num país re­la­ti­va­men­te pró­xi­mo, as vi­a­gens são fá­ceis e aces­sí­veis...

Ago­ra, ago­ra são.

...sei que vem cá com al­gu­ma re­gu­la­ri­da­de, tem cá fa­mí­lia... Em que é que es­se ti­po de vi­da con­di­ci­o­na, ou mol­da, a for­ma co­mo acom­pa­nha a re­a­li­da­de por­tu­gue­sa?

É mui­to mais fá­cil ho­je do que há 15 ou 20 anos. Os mei­os de co­mu­ni­ca­ção são com­ple­ta­men­te di­fe­ren­tes, o que eu que­ro sa­ber...

Sim, mas o que pre­ten­dia sa­ber é se o dis­tan­ci­a­men­to con­di­ci­o­na a aná­li­se. Se ver de fo­ra o faz en­ca­rar Por­tu­gal

de um mo­do di­fe­ren­te do que se­ria se cá es­ti­ves­se em per­ma­nên­cia.

Não sei, por­que a mi­nha úni­ca ex­pe­ri­ên­cia é es­sa, es­tan­do eu na Ir­lan­da des­de os 18 anos. É mui­to di­fí­cil di­zer. Acho que não me per­co nos detalhes, mas ten­tan­do, po­rém, acom­pa­nhar. Não te­nho tem­po su­fi­ci­en­te pa­ra ler os jor­nais por­tu­gue­ses to­dos os di­as, co­mo gos­ta­ria de fa­zer, por is­so há sem­pre, en­fim, por­me­no­res que me es­ca­pam, no­mes que me es­ca­pam, fi­gu­ras que me es­ca­pam. Te­nho uma ideia de quais são os prin­ci­pais as­sun­tos e pro­ble­mas, te­nho o de­se­jo de sa­ber sem­pre o que se pas­sa, fa­lo com o meu pai pra­ti­ca­men­te to­dos os di­as, e ele faz- me ali um “news­di­gest” da atu­a­li­da­de. Sin­to que não es­tou tão bem in­for­ma­do, mas a re­a­li­da­de é que eu vi­vo na Ir­lan­da, que é um país bas­tan­te in­te­res­san­te em ter­mos po­lí­ti­cos, é ali que te­nho a mi­nha vi­da quo­ti­di­a­na e, de uma for­ma mais ime­di­a­ta, é mais im­por­tan­te sa­ber o que se pas­sa no país on­de vi­vo. De­pois, o que acon­te­ce em Por­tu­gal é que, de certa for­ma, há uma his­tó­ria que do­mi­na a atu­a­li­da­de, mas de­pois, na semana se­guin­te, es­sa his­tó­ria já de­sa­pa­re­ceu e apa­re­ce ou­tra, pe­lo que não va­le a pe­na fa­zer um gran­de investimento, pois nun­ca mais nin­guém vai fa­lar na­qui­lo. Tu­do é uma vo­ra­gem de no­tí­ci­as, e quem es­tá de fo­ra nun­ca con­se­gui­rá man­ter-se com­ple­ta­men­te a par.

A Re­pú­bli­ca da Ir­lan­da foi, co­mo Por­tu­gal, um país par­ti­cu­lar­men­te afe­ta­do pe­la crise da última dé­ca­da. Li­da­ram me­lhor com ela do que nós?

Quan­do a Ir­lan­da foi atin­gi­da pe­la crise, es­ta­va num mo­men­to me­lhor do que Por­tu­gal. É co­lhi­da num mo­men­to gran­de de eu­fo­ria eco­nó­mi­ca, tu­do es­tá bem e as pes­so­as têm imen­so di­nhei­ro. De fac­to, o nível de vi­da ti­nha au­men­ta­do imen­so quan­do se deu a crise. Em Por­tu­gal, não. Ti­nha ha­vi­do um pe­río­do de aus­te­ri­da­de, de­pois al­guns in­dí­ci­os de ten­ta­ti­va de ne­go­ci­ar es­sa aus­te­ri­da­de e de­pois veio a crise. Ha­via mais re­ser­vas, di­ga­mos as­sim, pa­ra a Ir­lan­da en­fren­tar a crise. E fo­ram mais ra­di­cais mais de­pres­sa do que nós. Eu sei, por ex­pe­ri­ên­cia pró­pria, que, en­tre au­men­to de im­pos­tos exis­ten­tes, cri­a­ção de no­vos im­pos­tos e ta­xas e cor­tes di­re­tos de sa­lá­rio, eu per­di qual­quer coisa co­mo um ter­ço do meu ren­di­men­to. Ainda não o re­cu­pe- rei. Ten­do si­do pro­mo­vi­do, ga­nho me­nos do que ga­nha­va an­tes da crise. E as­sim é pa­ra gran­de par­te da po­pu­la­ção. Ainda não vol­tá­mos ao nível de vi­da que tí­nha­mos. Es­ta­mos a re­cu­pe­rar, os números da eco­no­mia, a nível ma­cro, são me­lho­res do que as fi­nan­ças de ca­da fa­mí­lia, mas te­nho a im­pres­são tam­bém de que a re­cu­pe­ra­ção foi, de­pois, mais rá­pi­da do que a nos­sa, em Por­tu­gal. Mas eu acho que is­so tem a ver com a na­tu­re­za da eco­no­mia ir­lan­de­sa, que é mais aber­ta, e que, por is­so, quan­do as coi­sas me­lho­ram a nível glo­bal, es­ses ven­tos so­pram de fei­ção a be­ne­fi­ci­ar mais a Ir­lan­da.

A Ir­lan­da cri­ou fa­ci­li­da­des pa­ra ser a porta pa­ra a Eu­ro­pa de tu­do o que é em­pre­sa tec­no­ló­gi­ca, cer­to?

Exa­ta­men­te. Is­so é no­tá­vel, mas tem a ver com ma­té­ria que foi am­pla­men­te dis­cu­ti­da em Por­tu­gal, e que cau­sa mui­ta pres­são so­bre a Ir­lan­da. Tem a ver com ques­tões tri­bu­tá­ri­as, im­pos­tos so­bre as em­pre­sas, o IRC... Di­zem eles que pre­fe­rem ga­nhar me­nos di­nhei­ro, a nível de IRC, mas ter uma po­pu­la­ção que es­tá a tra­ba­lhar. Gas­tam me­nos em sub­sí­dio de de­sem­pre­go e tri­bu­tam os ren­di­men­tos das pes­so­as e não os ren­di­men­tos das em­pre­sas. É uma op­ção, mas tu­do, de­pois, tem prós e con­tras.

É um eu­ro­peís­ta?

Sou, e sou fir­me­men­te con­vic­to. Ab­so­lu­ta­men­te. E cau­sa-me enor­me tris­te­za a questão do Bre­xit, cau­sa-me enor­me tris­te­za o po­pu­lis­mo an­ti­eu­ro­peís­ta e vejo tu­do is­so co­mo um retrocesso ter­rí­vel, até a nível civilizacional. Pa­ra mim, es­te retrocesso civilizacional é uma tra­gé­dia.

Co­lo­ca o Bre­xit e Do­nald Trump na mes­ma linha?

Sim, na mes­ma linha de pen­sa­men­to. Eu vi­vi mui­tos anos nos Es­ta­dos Uni­dos, co­mo miú­do, e vi­vi lá ou­tra vez um ano em 2012/2013. Le­vei a fa­mí­lia to­da por­que que­ria que eles vi­ves­sem nos Es­ta­dos Uni­dos e que não vis­sem os Es­ta­dos Uni­dos ape­nas co­mo al­go dos fil­mes, que ti­ves­sem ex­pe­ri­ên­cia pró­pria de vi­ver e de con­vi­ver com ame­ri­ca­nos. E cau­sa-me tam­bém uma enor­me tris­te­za to­do o fe­nó­me­no Trump. É uma lou­cu­ra co­le­ti­va. Não é ma­nei­ra de ge­rir um país, mui­to me­nos uma su­per­po­tên­cia, es­ta re­vol­ta de par­te do elei­to­ra­do con­tra o sis­te­ma po­lí­ti­co vi­gen- te, mas en­tre­gan­do tu­do a um aven­tu­rei­ro. O Bre­xit é se­me­lhan­te...

Co­mo é que afe­ta a Ir­lan­da?

O Bre­xit, pa­ra a Ir­lan­da, é uma ca­tás­tro­fe, por­que o país depende mui­to do comércio com o Rei­no Uni­do. Sem­pre foi as­sim. Não é tan­to co­mo era dan­tes, pois per­ten­cer à União Eu­ro­peia mu­dou es­se re­la­ci­o­na­men­to. Mas é uma ca­tás­tro­fe, so­bre­tu­do, por ques­tões re­la­ci­o­na­das com o pro­ces­so de paz. O pro­ces­so de paz na Ir­lan­da do Nor­te fun­ci­o­na por­que os uni­o­nis­tas cre­em que es­tá sal­va­guar­da­da a li­ga­ção ao Rei­no Uni­do, os na­ci­o­na­lis­tas jul­gam que es­tá as­se­gu­ra­da a even­tu­al união ao res­to da Ir­lan­da e, por­que não há fron­tei­ras e por­que não há di­fe­ren­ças ób­vi­as, as pes­so­as po­dem pas­sar de um la­do pa­ra o ou­tro. Ca­da um vi­ve na sua ilu­são e não tem de par­tir pa­ra a vi­o­lên­cia pa­ra de­fen­der es­sa ilu­são. O Bre­xit e a pos­si­bi­li­da­de de uma fronteira vai pôr co­bro a es­ta fe­liz si­tu­a­ção em que nos en­con­tra­mos já há mui­tos anos. Ainda por ci­ma, vem nu­ma altura em que as ins­ti­tui­ções da Ir­lan­da do Nor­te não es­tão a fun­ci­o­nar bem e em que um dos par­ti­dos, nes­te ca­so o Par­ti­do Uni­o­nis­ta, es­tá a apoi­ar o Go­ver­no con­ser­va­dor em Lon­dres. Sem par­te da opi­nião ir­lan­de­sa em Lon­dres, o Go­ver­no não fun­ci­o­na­ria, por is­so, pa­ra so­bre­vi­ver, a senhora May tem de fa­zer fa­vo­res aos uni­o­nis­tas, e nem são to­dos os uni­o­nis­tas, é o an­ti­go par­ti­do do re­ve­ren­do Ian Pais­ley. Por is­so, é uma si­tu­a­ção mui­to in­có­mo­da, mui­to in­fe­liz. Ai de quem ten­te pôr uma fronteira re­al en­tre as du­as ir­lan­das, por­que vai vol­tar a vi­o­lên­cia, e eu acho que to­da a gen­te per­ce­be is­so. Acho que se per­ce­be per­fei­ta­men­te em Lon­dres, mas con­ti­nu­am a as­so­bi­ar pa­ra o la­do, a fin­gir que não vai ser as­sim. To­da a gen­te sa­be que vai ser as­sim.

O que é que se perspetiva?

Ou há uma fronteira en­tre a Ir­lan­da e o Rei­no Uni­do, o que im­pli­ca uma fronteira ter­res­tre na Ir­lan­da, ou há uma fronteira en­tre a ilha da Ir­lan­da e a GrãB­re­ta­nha, o que im­pli­ca que a Ir­lan­da do Nor­te dei­xe de es­tar li­ga­da, a to­dos os ní­veis, ao Rei­no Uni­do. Se a fronteira pas­sa pa­ra o Mar da Ir­lan­da, en­tão é pre­ci­sa to­da uma sé­rie de con­tro­los en­tre uma par­te do Rei­no Uni­do e a ou­tra, e, no fun­do, a Ir­lan­da do Nor­te dei­xa de per­ten­cer, na prá­ti­ca, ao Rei­no Uni­do.

Fa­lou, no iní­cio des­ta con­ver­sa, da His­tó­ria co­mo li­te­ra­tu­ra fun­da­men­ta­da. Gos­ta­va de per­ce­ber co­mo en­ca­ra o pro­ces­so de es­cri­ta da His­tó­ria, em ter­mos for­mais. Es­cre­ve pa­ra o público ou pa­ra os pa­res?

Eu ten­to es­cre­ver pa­ra ser li­do, mes­mo pe­los pa­res. No fun­do, es­cre­vo da mes­ma ma­nei­ra que es­cre­vo tex­to de au­las pa­ra alu­nos. É pa­ra ser en­ten­di­do. Te­nho al­gum prazer nis­so, par­ti­lho com o meu ir­mão o prazer de es­cre­ver e o prazer de uma fra­se ele­gan­te, e que­ro ser en­ten­di­do por to­dos. Que­ro, no en­tan­to, ten­tar re­su­mir da me­lhor ma­nei­ra as fon­tes. Às ve­zes, é pre­ci­so re­pro­du­zi-las fi­de­dig­na­men­te, mas há coi­sas que que­ro re­pro­du­zir ou sin­te­ti­zar. Nem sem­pre é fá­cil. De res­to, que­ro que a mi­nha pro­sa se­ja fá­cil de ler, não que­ro com­pli­car a vi­da aos lei­to­res, que­ro ten­tar es­ta­be­le­cer uma nar­ra­ti­va que se­ja fá­cil e até agra­dá­vel de se­guir, e é nes­se sen­ti­do que po­nho a His­tó­ria mais do la­do de uma for­ma de li­te­ra­tu­ra, até, do que pro­pri­a­men­te uma ci­ên­cia que não tem cui­da­do com o lei­tor. Eu que­ro ter es­se cui­da­do e gos­to de o ten­tar ter.

Re­co­nhe­ce na sua es­cri­ta um cu­nho pes­so­al?

Sim, cla­ro, há fra­ses ou fór­mu­las que eu re­pi­to, por­que já en­tra­ram na mi­nha ma­nei­ra de es­cre­ver, em­bo­ra eu ten­te com­ba­ter is­so. Mas gos­ta­va que hou­ves­se a ideia de que há uma ma­nei­ra mi­nha de es­cre­ver, que as pes­so­as dis­ses­sem: “Ah, is­so pa­re­ce-me do Filipe Ri­bei­ro de Meneses”.

Sen­do a His­tó­ria pa­ra ser li­da e en­ten­di­da, apli­ca-se a per­gun­ta de al­gi­bei­ra: pa­ra que ser­ve?

Fun­ci­o­na a vá­ri­os ní­veis. Há o prazer de ler, pois mui­ta gen­te gos­ta de ten­tar com­pre­en­der o pas­sa­do, mas, ao mes­mo tem­po, ler um li­vro bem escrito. Há o de­se­jo de se si­tu­ar no mun­do, nes­te meu ca­so é o de­se­jo de ten­tar si­tu­ar Por­tu­gal, per­ce­ber co­mo che­gá­mos a on­de es­ta­mos. É um de­se­jo de si­tu­ar as ge­ra­ções an­te­ri­o­res e ten­tar en­ten­der as es­co­lhas que se­res hu­ma­nos co­mo nós fi­ze­ram em si­tu­a­ções di­fe­ren­tes. Não acre­di­to mui­to que se­ja pos­sí­vel apren­der as li­ções do pas­sa­do, por­que os erros fo­ram co­me­ti­dos, tal­vez, em cir­cuns­tân­ci­as mui­to di­fe­ren­tes das nos­sas, e, por is­so, não te­mos mui­to a apren­der. Mas há uma cu­ri­o­si­da­de, e is­so é co­mum a qua­se to­dos os se­res hu­ma­nos, so­bre o pas­sa­do. Há sem­pre pe­río­dos do pas­sa­do que es­tão mais na mo­da. De re­pen­te, apa­re­ce o Im­pé­rio Ro­ma­no e to­da a gen­te qu­er sa­ber co­mo é que foi o Im­pé­rio Ro­ma­no... Às ve­zes, bas­ta um ro­man­ce ou um fil­me pa­ra mu­dar tu­do. De­pois, os his­to­ri­a­do­res têm sor­te ou não, são es­pe­ci­a­lis­tas no que es­tá de re­pen­te na mo­da ou não são, mas con­ti­nu­am a tra­ba­lhar in­de­pen­den­te­men­te dis­so.

Quais são as su­as prin­ci­pais re­fe­rên-

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