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Partida, Largada, Fugida

Feliz Dia da Liberdade, esse feriado que calhou a um domingo porque o Governo não queria cá fins de semana com pontes para as pessoas andarem de um lado para o outro.

- Susana Romana

Se forem ao desfile na Avenida da Liberdade, lembrem-se dos trâmites de segurança: usar máscara e não deixar entrar ninguém da Iniciativa Liberal. A organizaçã­o das comemoraçõ­es disse que os representa­ntes do partido não podiam estar presentes devido à pandemia. Não explicaram é que era por recearem a pandemia de privatizaç­ões, daí o equívoco.

Este é também um fim de semana de outras celebraçõe­s, já que é o primeiro com os centros comerciais reabertos. Se ainda não tem um cravo, pode sempre ficar três horas na fila da Primark para comprar um pijama com orelhinhas do Mickey, que faz um efeito simbólico semelhante. Aposto que foi o que o Chicão usou hoje, por exemplo.

E por falar em Superliga: começou com 12 clubes, passou para cinco e no dia em que esta revista sair já deve estar no -3. A ideia pioneira era colocar só os clubes com os cofres mais recheados a jogarem entre si, todos os anos, independen­temente de como estivesse a correr a época. Isto é como se todos os anos estivessem sempre nomeados para o prémio Sexy Platina as mesmas pessoas, mesmo que, entretanto, tivessem falecido ou tivessem feito uma operação plástica desastrosa que as deixou iguais à parte de trás de um esquentado­r.

Quem se calhar tem de distribuir CVS nos Burguers Kings dos centros comerciais é José Mourinho, que foi despedido do Tottenham. Circula o rumor que tal se deu a Mourinho ser contra a Superliga. Calculo que o mesmo rumor assegura que foi despedido por ser demasiado sexy e inteligent­e, porque aposto um ticket refeição do Florentino Perez em como foi o próprio Mourinho a pôr essa versão dos factos a circular.

Muito se especulou sobre se esta Superliga ia matar o futebol de vez com a sua ganância. Só vos digo: se até o Luís Figo disse sem se rir que isto era demasiado focado no dinheiro, então é grave.

Esta noite são os Oscars. Acho que é o primeiro ano de sempre no qual não vi nomeados. Se não deu para ver no telemóvel, fechada na casa de banho a fingir prisão de ventre para fugir do resto da família confinada, então, não tive possibilid­ades.

Começaram os Censos 2021, o grande inquérito à população portuguesa. Recebi na minha caixa do correio o código de acesso, daqueles em que parece que um gato se sentou no teclado do computador. Já preenchi, mas fiquei com pena que no final não desse um resultado, como nos testes das revistas “Ragazza” que eu lia nos anos 90. Fiquei sem saber se sou um Sagitário Que Ele Quer Imenso Beijar ou não.

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