O céu é o li­mi­te

Jornal de Negócios - Must - - MUST CHECK IN - Pe­dro Ser­ra

Car­ros vo­a­do­res, au­to­mó­veis eléc­tri­cos ou ca­miões sem con­du­tor… Pa­re­ce o fu­tu­ro, mas a ver­da­de é que eles exis­tem.

Quan­do so­nha­mos, o céu é o li­mi­te. Mas no ma­ra­vi­lho­so mun­do da mo­bi­li­da­de exis­tem, ca­da vez mais, tec­no­lo­gi­as que per­mi­tem tor­nar, em bre­ve, es­se sonho em re­a­li­da­de: dos car­ros au­tó­no­mos que mais pa­re­cem na­ves es­pa­ci­ais, pas­san­do por ca­miões sem con­du­tor e por veí­cu­los vo­a­do­res sem pi­lo­to. Bem-vin­do ao fu­tu­ro.

A TEC­NO­LO­GIA HÁ MUI­TO QUE PRO­ME­TE MU­DAR A FOR­MA CO­MO VI­A­JA­MOS, mas além dos avan­ços tec­no­ló­gi­cos a que te­mos as­sis­ti­do, os go­ver­nos es­tão a exigir que a mu­dan­ça acon­te­ça. De um la­do es­tão os veí­cu­los eléc­tri­cos, que em bre­ve po­dem pas­sar a ter co­mo ali­men­to prin­ci­pal o hi­dro­gé­nio, dei­xan­do de la­do as gi­gan­tes­cas ba­te­ri­as. Do ou­tro la­do es­tão os veí­cu­los-robô com ca­pa­ci­da­de pa­ra nos irem bus­car e dei­xar on­de quisermos. Nes­te úl­ti­mo ca­so, es­se ti­po de veí­cu­los po­de as­su­mir várias for­mas: do car­ro ao barco e do au­to­car­ro ao tá­xi vo­a­dor. To­dos fo­ram mais uma mi­ra­gem do que aqui­lo que são ho­je. Exis­tem exem­plos das pres­sões go­ver­na­ti­vas pa­ra que os veí­cu­los eléc­tri­cos se tor­nem a nor­ma. O go­ver­no ale­mão anun­ci­ou o in­ves­ti­men­to de 705 mi­lhões de eu­ros pa­ra es­ti­mu­lar a in­ves­ti­ga­ção em ba­te­ri­as de mo­do a po­der atin­gir a mar­ca de um mi­lhão de car­ros eléc­tri­cos a cir­cu­lar no país em 2020 (ac­tu­al­men­te tem 41 mi­lhões e só 1.450 são eléc­tri­cos). O go­ver­no bri­tâ­ni­co (que mu­dou a lei pa­ra tor­nar mais aces­sí­vel o car­re­ga­men­to) pre­ten­de que a mai­o­ria dos car­ros a cir­cu­lar no país se­jam eléc­tri­cos, em 2030. Nes­te mun­do em cons­tan­te mu­dan­ça tec­no­ló­gi­ca, os so­nhos de mo­bi­li­da­de in­te­li­gen­te e sem in­ter­ven­ção hu­ma­na que vi­mos em fil­mes co­mo Bla­de Run­ner (1982), Re­gres­so ao Fu­tu­ro II (1989) ou De­sa­fio To­tal (1990), en­tre ou­tros, co­me­çam a pa­re­cer uma re­a­li­da­de. Na ver­da­de, a ní­vel de tec­no­lo­gia de condu­ção au­tó­no­ma a lí­der é a Go­o­gle com o seu pro­jec­to Way­mo a ter me­lho­res re­sul­ta­dos na in­ves­ti­ga­ção e nos tes­tes que tem efec­tu­a­do em es­tra­das nor­te-ame­ri­ca­nas. Nos mo­de­los em ac­ti­vi­da­de com pe­que­nos vis­lum­bres de tec­no­lo­gia au­tó­no­ma é a Tesla que li­de­ra com so­lu­ções que já nos per­mi­tem es­tar al­guns mo­men­tos sem con­tro­lar o veí­cu­lo em an­da­men­to.

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