Mos­co­vi­ci avi­sa: “Ris­co de es­ca­la­da do pro­tec­ci­o­nis­mo exis­te”

EU­RO­PA O co­mis­sá­rio pa­ra os As­sun­tos Eco­nó­mi­cos e Fi­nan­cei­ros as­se­gu­ra que a eco­no­mia eu­ro­peia es­tá ro­bus­ta, mas re­co­nhe­ce que os ris­cos são “sig­ni­fi­ca­ti­vos”. Mo­to­res da Zo­na Eu­ro abran­dam.

Jornal de Negócios - - ECO­NO­MIA - MAR­GA­RI­DA PEIXOTO

Ae­co­no­mia eu­ro­peia con­ti­nua ro­bus­ta, mas en­fren­ta ago­ra um ris­co mai­or, e re­al: a es­ca­la­da do pro­tec­ci­o­nis­mo. “Se se con­cre­ti­zar, po­de­rá pre­ju­di­car o cres­ci­men­to das eco­no­mi­as eu­ro­pei­as e tam­bém dos Es­ta­dos Uni­dos”, avi­sou es­ta quin­ta-fei­ra o co­mis­sá­rio pa­ra os As­sun­tos Eco­nó­mi­cos e Fi­nan­cei­ros, Pi­er­re Mos­co­vi­ci, em Bru­xe­las.

Na apre­sen­ta­ção das Pre­vi­sões de Ve­rão da Comissão Eu­ro­peia, Pi­er­re Mos­co­vi­ci ga­ran­tiu que os fun­da­men­tais da eco­no­mia co­mu­ni­tá­ria con­ti­nu­am ro­bus­tos, ape­sar do abran­da­men­to es­pe­ra­do pa­ra o rit­mo de cres­ci­men­to tan­to do con­jun­to da União, co­mo da Zo­na Eu­ro. Tan­to a Zo­na Eu­ro co­mo a União Eu­ro­peia de­ve­rão avan­çar 2,1% es­te ano e 2% em 2019. A pro­jec­ção pa­ra 2018 foi re­vis­ta du­as dé­ci­mas em bai­xa nos dois con­jun­tos eco­nó­mi­cos.

Mos­co­vi­ci so­mou ain­da que os ris­cos ne­ga­ti­vos são mai­o­res, com a es­ca­la­da do pro­tec­ci­o­nis­mo à ca- be­ça. “O prin­ci­pal ris­co es­tá no co­mér­cio”, dis­se Mos­co­vi­ci. “Até ago­ra, o cli­ma de pro­tec­ci­o­nis­mo ain­da não da­ni­fi­cou a for­ça da nos­sa eco­no­mia. Mas es­ta­mos mui­to cau­te­lo­sos com a pos­si­bi­li­da­de de es­ca­la­da o que im­pli­ca­ria mais da­nos”, re­co­nhe­ceu., de­fen­den­do que as “guer­ras co­mer­ci­ais são más pa­ra to­dos, não há vencedores, só per­de­do­res”.

No pri­mei­ro tri­mes­tre des­te ano a eco­no­mia eu­ro­peia abran­dou, em parte por mo­ti­vos re­la­ci­o­na­dos com a pró­pria ac­ti­vi­da­de, mas não só. A di­mi­nui­ção da con­fi­an­ça fez-se sen­tir e um dos mo­ti­vos foi pre­ci­sa­men­te a dis­pu­ta comercial com os Es­ta­dos Uni­dos. Ain­da as­sim, as pre­vi­sões da Comissão Eu­ro­peia pa­ra o cres­ci­men­to mun­di­al man­ti­ve­ram-se inal­te­ra­das, em 4,2% es­te ano e 4,1% em 2019.

Su­bi­da do pre­ço do pe­tró­leo vai pe­sar

Em 2018, a ex­pec­ta­ti­va é de que o pre­ço do bar­ril de pe­tró­leo em dó­la­res fi­que 33% mais ele­va­do do que o ve­ri­fi­ca­do em 2017, afir­mou Pi­er­re Mos­co­vi­ci. O câm­bio pa­ra o eu­ro ate­nua es­te au­men­to de pre­ço mas, ain­da as­sim, o mo­vi­men­to de su­bi­da “vai pe­sar na ac­ti­vi­da­de eco­nó­mi­ca, no­me­a­da­men­te no po­der de com­pra”, dis­se.

STEPHA­NIE LE­COCQ/EPA

O co­mis­sá­rio eu­ro­peu pa­ra os As­sun­tos Eco­nó­mi­cos não tem dú­vi­das: “guer­ras co­mer­ci­ais são más pa­ra to­dos”.

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