Efeito so­ci­o­e­co­nó­mi­co da no­va li­nha ul­tra­pas­sa os 161 mi­lhões

Os be­ne­fí­ci­os da fu­tu­ra li­nha cir­cu­lar do me­tro de Lis­boa se­rão sen­ti­dos prin­ci­pal­men­te ao ní­vel dos tem­pos de vi­a­gem e do es­ta­ci­o­na­men­to. Mas es­tão pre­vis­tos ou­tros im­pac­tos co­mo na si­nis­tra­li­da­de, nas al­te­ra­ções cli­má­ti­cas ou no ruí­do.

Jornal de Negócios - - EM­PRE­SAS - MJB

O es­tu­do de im­pac­te am­bi­en­tal ao pro­lon­ga­men­to da re­de do me­tro­po­li­ta­no de Lis­boa en­tre as es­ta­ções do Ra­to e Cais do So­dré es­ti­ma um efeito so­ci­o­e­co­nó­mi­co da fu­tu­ra li­nha cir­cu­lar, num pe­río­do de ope­ra­ção de 30 anos, de qua­se 161,4 mi­lhões de eu­ros.

São vá­ri­as as com­po­nen­tes em que são apon­ta­dos be­ne­fí­ci­os, quan­ti­fi­ca­dos a par­tir das me­to­do­lo­gi­as pro­pos­ta no Guia de Aná­li­ses Cus­to-Be­ne­fí­cio de Projectos de Investimento pu­bli­ca­do pe­la Comissão Eu­ro­peia.

De acor­do com o do­cu­men­to ago­ra co­lo­ca­do em con­sul­ta pú­bli­ca, o mai­or impacto da li­nha cir­cu­lar será no tem­po de vi­a­gem, es­ti­ma­do em 64,2 mi­lhões de eu­ros no pe­río­do em aná­li­se. Nes­te ca­so, a es­ti­ma­ti­va tem em con­ta os cus­tos as­so­ci­a­dos à re­du­ção do tem­po de vi­a­gem, que quan­ti­fi­cam o va­lor económico em ter­mos de pro­du­ti­vi­da­de e la­zer as­so­ci­a­do ao tem­po des­pen­di­do em vi­a­gem.

O se­gun­do mai­or efeito apu­ra­do pren­de-se com a pressão so­bre o es­ta­ci­o­na­men­to, em que o be­ne­fí­cio ul­tra­pas­sa­rá nes­tes 30 anos de ex­plo­ra­ção os 59 mi­lhões de eu­ros.

Já em ter­mos de cus­tos ope­ra­ci­o­nais dos veí­cu­los li­gei­ros, ou se­ja, os cus­tos re­la­ci­o­na­dos com a utilização do transporte in­di­vi­du­al su­por­ta­dos pe­los uti­li­za­do­res, é es­ti­ma­do um be­ne­fí­cio de qua­se 20,7 mi­lhões de eu­ros. A is­to acres­ce o efeito em ter­mos de al­te­ra­ções cli­má­ti­cas, da or­dem dos 12,3 mi­lhões, e de po­lui­ção at­mos­fé­ri­ca, de 1,5 mi­lhões de eu­ros. O impacto na si­nis­tra­li­da­de ro­do­viá­ria pre­vis­to é da or­dem dos 1,1 mi­lhões de eu­ros, en­quan­to nos efei­tos as­so­ci­a­dos ao ruí­dos são es­ti­ma­dos ga­nhos de cer­ca de 1,5 mi­lhões.

O do­cu­men­to re­fe­re ain­da im­pac­tos nos cus­tos ope­ra­ci­o­nais e de ma­nu­ten­ção as­so­ci­a­dos à ges­tão das in­fra-es­tru­tu­ras ro­do­viá­ri­as, em que é es­ti­ma­do um be­ne­fí­cio de 952 mil eu­ros.

O do­cu­men­to dei­xou de fo­ra o efeito ao ní­vel da ofer­ta de transporte co­lec­ti­vo ro­do­viá­rio por en­ten­der que, mes­mo re­du­zin­do a ofer­ta nos ei­xos que pas­sam a ser ser­vi­dos pe­lo me­tro, ela será re­for­ça­da nou­tros lo­cais.

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