Pro­pos­tas do PS e PSD con­ver­gem num IRS mais bai­xo

O PS apos­ta mais nos con­tra­tos de lon­ga du­ra­ção, já o PSD quer re­du­ções de IRS pa­ra to­dos. Os be­ne­fí­ci­os fis­cais aos se­nho­ri­os vão ser de­ci­di­dos en­tre os dois par­ti­dos. Ape­sar da apro­xi­ma­ção no IRS, os pon­tos em co­mum são poucos.

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Pa­ra já, um con­sen­so: é pre­ci­so re­du­zir o IRS dos se­nho­ri­os co­mo for­ma de in­cen­ti­var o mer­ca­do do arrendamento e tra­zer es­ta­bi­li­da­de aos con­tra­tos. A es­ta­bi­li­da­de foi, aliás, a pri­mei­ra jus­ti­fi­ca­ção dada pe­lo Go­ver­no qu­an­do apre­sen­tou no Par­la­men­to uma pro­pos­ta no sen­ti­do de re­du­zir pa­ra 14% o IRS das ren­das pa­ra os con­tra­tos com du­ra­ção en­tre dez e vin­te anos e pa­ra 10% pa­ra pra­zos su- pe­ri­o­res.

A pro­pos­ta ini­ci­al foi considerada in­su­fi­ci­en­te e o PS aca­ba­ria, de­pois, por avan­çar com uma pro­pos­ta de al­te­ra­ção no sen­ti­do de tam­bém be­ne­fi­ci­ar con­tra­tos de pra­zos mais re­du­zi­dos, mas com ren­das li­mi­ta­das por de­ter­mi­na­dos pa­râ­me­tros.

Du­ran­te a dis­cus­são na es­pe­ci­a­li­da­de o PS não con­se­guiu en­ten­der-se com os par­cei­ros à es­quer­da – so­bre­tu­do com o PCP, que re­cu­sa ter­mi­nan­te­men­te a cri­a­ção de be­ne­fí­ci­os fis­cais pa­ra os se­nho­ri­os, e a vo­ta­ção do pa­co­te do arrendamento aca­ba­ria por ser sus­pen­sa. É ago­ra re­to­ma­da com o PS a ne­go­ci­ar já não à es­quer­da, mas à di­rei­ta, com um PSD que aceita vi­a­bi­li- zar os be­ne­fí­ci­os fis­cais, mas que quer ir bas­tan­te mais lon­ge do que o Go­ver­no e o pró­prio PS pre­ten­di­am.

Pe­lo meio, há ain­da uma va­riá­vel: o no­vo re­gi­me do arrendamento aces­sí­vel, que es­tá ba­se­a­do nu­ma isen­ção de IRS e em re­du­ções de IMI pa­ra os se­nho­ri­os que quei­ram ade­rir. Tam­bém aqui os co­mu­nis­tas re­cu­sam dar o seu apoio, sen­do que o PSD não tem qual­quer pro­pos­ta nes­sa ma­té­ria. Aliás, co­mo tem si­do afir­ma­do pe­los de­pu­ta­dos la­ran­ja, o arrendamento aces­sí­vel é “do ti­po me­lho­ral e não faz bem nem mal”. Se por prin­cí­pio não são con­tra, é pro­vá­vel no en­tan­to que exi­jam ce­dên­ci­as ao PS co­mo mo­e­da de tro­ca.

Vi­tor Mo­ta

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