U M C LÁSS I C O LI S B O ETA

Jornal de Negócios - - A MINHA ECONOMIA -

O Pe­ti­te Fo­lie é um res­tau­ran­te com uma his­tó­ria lon­ga – no iní­cio dos anos 1980, abriu ins­pi­ra­do pe­la co­zi­nha gau­le­sa, por ini­ci­a­ti­va de uma fran­ce­sa que vi­via em Lis­boa e que que­ria au­men­tar a en­tão re­du­zi­da ofer­ta gas­tro­nó­mi­ca do seu país em Lis­boa. Pas­sa­dos uns anos, de­ci­diu sair e o res­tau­ran­te passou pa­ra as mãos de Al­me­rin­do Gon­çal­ves, um mi­nho­to com uma lon­ga car­rei­ra na ho­te­la­ria e na res­tau­ra­ção e que saiu do en­tão pres­ti­gi­a­do Clu­be de Em­pre­sá­ri­os pa­ra abrir uma ca­sa só sua em 1988. Man­te­ve o no­me fran­cês, mas trou­xe a co­mi­da por­tu­gue­sa, so­bre­tu­do al­guns pra­tos da sua re­gião de Mon­ção – co­mo a lam­preia na épo­ca em que é de­vi­da. Com uma de­co­ra­ção clás­si­ca e mui­to bem con­ser­va­da, na qual a ma­dei­ra pre­do­mi­na, tem um ser­vi­ço úni­co, um cru­za­men­to de pro­fis­si­o­na­lis­mo e gen­ti­le­za. Um dos seus pra­tos mais apre­ci­a­dos – e es­ta­mos na al­tu­ra ide­al do ano pa­ra ele – é a per­diz à Con­ven­to de Al­cân­ta­ra, e ou­tro mui­to apre­ci­a­do é um fo­lha­do de le­bre com cas­ta­nhas. No pei­xe, des­ta­ca-se a ga­rou­pa gre­lha­da com mo­lho de al­ca­par­ras e os su­pre­mos de cher­ne com mo­lho de cham­pa­nhe. Se qui­ser uma coi­sa mais sim­ples, tem sem­pre o en­trecô­te à Café de Paris. Nos do­ces, o lei­te-cre­me quei­ma­do tem boa fa­ma. O Se­nhor Al­me­rin­do Gon­çal­ves sa­be re­ce­ber co­mo poucos e, nas me­sas, o Se­nhor Ar­tur ga­ran­te uma aten­ção ra­ra nos di­as que cor­rem. Gar­ra­fei­ra a pre­ços sen­sa­tos, vi­nho a co­po bem es­co­lhi­do. Fe­cha­do ao sá­ba­do e ao do­min­go ao jan­tar. Pe­ti­te Fo­lie, Av. An­tó­nio Au­gus­to de Agui­ar, 74-cv, te­le­fo­ne 213 141 948.

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