UM PAS­SEIO PE­LA AVE­NI­DA DO CO­MÉR­CIO

Jornal de Notícias - JN + Evasões - - SUMÁRIO -

Con­cept sto­res, lu­ga­res com his­tó­ria, co­mér­cio tra­di­ci­o­nal e uma ra­ba­na­da pre­mi­a­da, pa­ra des­co­brir Er­me­sin­de.

ER­ME­SIN­DE Co­mér­cio tra­di­ci­o­nal, con­cept sto­res, ca­fe­ta­ri­as e lu­ga­res de his­tó­ria en­con­tram mo­ra­da nu­ma ave­ni­da a meio ca­mi­nho en­tre a agi­ta­ção ci­ta­di­na e a tran­qui­li­da­de da pe­ri­fe­ria.

TEX­TO DE ANA COS­TA FO­TO­GRA­FIA DE AN­DRÉ RO­LO/GI

João de Deus, cé­le­bre po­e­ta por­tu­guês, em­pres­ta o no­me a uma ave­ni­da que atra­ves­sa o ter­ri­tó­rio em qua­se um qui­ló­me­tro, sen­do ca­mi­nho pa­ra ou­tros aces­sos (ao Por­to ou a Águas San­tas) e ain­da uma das en­tra­das da ci­da­de. Es­tá afas­ta­da do mo­vi­men­to cen­tral, mas tem um rit­mo e uma vi­da pró­pri­os, que a tor­na uma das co­lu­nas ver­te­brais do co­mér­cio tra­di­ci­o­nal em Er­me­sin­de. Su­por­ta ao seu re­dor vá­ri­as pra­ce­tas - uma de­las vai bus­car o no­me à rai­nha Ma­ri­a­na Vi­tó­ria, fi­lha de Fi­li­pe V, rei de Es­pa­nha, e con­sor­te de D. Jo­sé I de Por­tu­gal - que são mo­ra­da de lo­jas de rou­pa, ca­be­lei­rei­ros, con­cept sto­res e ca­fe­ta­ri­as, on­de se par­ti­lham con­ver­sas. São os pon­tos de en­con­tro de qu­em por aqui vi­ve, tra­ba­lha ou pas­sa.

1. PATRILAR | AVE­NI­DA JOÃO DE DEUS, Nº 749

Nes­ta pe­que­na re­tro­sa­ria, que Car­la Pa­trí­cia Oli­vei­ra abriu em 2010, en­con­tram-se fi­tas, bo­tões, li­nhas, fe­chos, elás­ti­cos, te­ci­dos e o que de­mais cai­ba na cai­xa de cos­tu­ra. Uma das pa­re­des exi­be mais de uma cen­te­na de no­ve­los de lã, de vá­ri­as co­res. São a ma­té­ria-pri­ma usa­da nos workshops de tricô e cro­ché que a ca­da pas­so Pa­trí­cia or­ga­ni­za, e nas pe­ças de rou­pa de cri­an­ça que tam­bém faz ou per­so­na­li­za. Das 09h30 às 12h30 e das 14h30 às 19h30. En­cer­ra ao sábado à tar­de e ao do­min­go.

2. LUCIANA DU­AR­TE INTERIORES | PRACETA MA­RIA LUÍ­SA CA­NA­VAR­RO, Nº 12

A Mon­tra do Ar­tis­ta é o pri­mei­ro vis­lum­bre que se tem des­te ate­liê de de­co­ra­ção e re­mo­de­la­ção de interiores. Luciana Du­ar­te é a fun­da­do­ra da em­pre­sa, que exis­te há 20 anos, mas a equi­pa con­ta ain­da com Cristina, Li­sa e Te­re­sa. O con­cei­to open hou­se faz que se te­nha a sen­sa­ção de es­tar a en­trar nu­ma ca­sa par­ti­cu­lar, com su­ges­tões de de­co­ra­ção e de­sign. A equi­pa pro­põe-se a «fa­zer al­go per­so­na­li­za­do, per­ce­ber o que o cli­en­te quer, do que gos­ta, e par­tir daí», ex­pli­ca Li­sa. Das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h30. En­cer­ra ao sábado e do­min­go.

3. GLORINHA CA­FÉ | PRACETA MA­RIA LUÍ­SA CA­NA­VAR­RO, Nº 38

As ra­ba­na­das, «bem mo­lha­di­nhas», são a es­pe­ci­a­li­da­de, não ex­clu­si­va da épo­ca na­ta­lí­cia, e ven­ce­ram há di­as o se­gun­do lu­gar do con­cur­so A Me­lhor Ra­ba­na­da de Er­me­sin­de . São fei­tas to­dos os di­as por Glória San­tos, pas­te­lei­ra com 20 anos de ex­pe­ri­ên­cia que che­gou a ser flo­ris­ta, mas há ua­tro anos vol­tou ao ofí­cio que a apai­xo­na, dan­do uma no­va vi­da ao Ca­fé Royal, que ali exis­tia an­tes. De­lí­ci­as de amên­doa, os bo­li­nhos de bo­li­na e as glo­ri­nhas são ou­tras es­pe­ci­a­li­da­des. Tam­bém há bo­la de car­ne em mas­sa fo­lha­da, ris­sóis e ou­tros pe­tis­cos. Das 07h00 às 20h00. Do­min­go das 08h00 às 13h00. Não en­cer­ra.

4. GRAVELINAS | PRACETA MA­RIA LUÍ­SA CA­NA­VAR­RO, Nº 42

Foi há cin­co anos que Ma­ria Jo­sé Mo­ta ba­ti­zou com o no­me da avó uma

con­cept sto­re que sal­ta à vis­ta. Rou­pa, aces­só­ri­os e ob­je­tos de de­co­ra­ção são per­so­na­li­za­dos com bor­da­dos e ou­tras apli­ca­ções que tor­nam ca­da pe­ça úni­ca, co­mo o can­de­ei­ro fei­to a par­tir de um ser­vi­ço de por­ce­la­na. Ao en­trar, des­co­bre-se ou­tra fa­ce­ta do es­pa­ço, que é tam­bém sa­lão de chá. Ali po­dem comer-se sco­nes e com­po­tas caseiras e até al­mo­çar uma lasanha de le­gu­mes. Já a pen­sar no Na­tal, Ma­ria tem pre­pa­ra­do uma se­le­ção gu­lo­sa: lei­te cre­me, so­nhos, tar­te de amên­doa e até uma ale­tria es­pe­ci­al. Re­ca­ta­da ao fun­do da lo­ja es­tá «a me­si­nha do po­vo», ri-se Ma­ria, uma me­sa co­mu­ni­tá­ria que é o pon­to de en­con­tro ma­ti­nal de qu­em vi­ve ou tra­ba­lha na­que­la rua e ali co­me­ça o dia. Das 08h30 às 19h00. En­cer­ra ao do­min­go e se­gun­da.

5. | RE­CA­DOS AVE­NI­DA DA JOÃO LUA DE DEUS, Nº 449

O pa­pel é ma­té­ria-pri­ma de elei­ção pa­ra os con­vi­tes, lem­bran­ças e ou­tras pe­ças de de­co­ra­ção pa­ra fes­tas, que Lour­des Mon­te­ne­gro se de­di­ca a fa­zer há mais de 15 anos. Tam­bém aju­da na or­ga­ni­za­ção de ca­sa­men­tos, co­mu­nhões, ba­ti­za­dos e ani­ver­sá­ri­os. Uma vi­si­ta à lo­ja da Re­ca­dos da Lua é o pon­to de par­ti­da pa­ra es­co­lher de en­tre um dos mo­de­los já cri­a­dos ou, co­mo re­co­men­da a pro­pri­e­tá­ria, de­se­nhar de raiz uma pe­ça ex­clu­si­va. Das 09h30 às 13h00 e das 14h30 às 19h00. En­cer­ra ao do­min­go.

6. CLU­BE DE PRO­PA­GAN­DA DA NA­TA­ÇÃO | PRACETA RAI­NHA MA­RI­A­NA VI­TÓ­RIA, Nº 35

Foi nas mar­gens do rio Le­ça, o ber­ço da prá­ti­ca de na­ta­ção no con­ce­lho, que nas­ceu, há 77 anos, um pro­je­to de­di­ca­do a pro­mo­ver a mo­da­li­da­de. A ini­ci­a­ti­va par­tiu do acla­ma­do des­por­tis­ta Jo­a­quim La­goa, que se jun­tou a mais 19 en­tu­si­as­tas pa­ra fun­dar o en­tão Gru­po de Pro­pa­gan­da da Na­ta­ção - só em 1994 vi­ria a ado­tar o no­me atu­al. Lo­go co­me­ça­ram a or­ga­ni­zar cam­pe­o­na­tos nas pis­ci­nas na­tu­rais do rio e com o tem­po mais mo­da­li­da­des se fo­ram jun­tan­do à al­ça­da do clu­be. Ho­je, no com­ple­xo do CPN, inaugurado em 1999, que, além das pis­ci­nas, in­clui tam­bém um pavilhão des­por­ti­vo, é pra­ti­ca­do o po­lo aquá­ti­co, té­nis de me­sa, bas­que­te­bol, an­de­bol, ka­ra­té, pes­ca e até dan­ças de sa­lão, com atle­tas me­da­lha­dos em mui­tos des­ses des­por­tos, que con­ti­nu­am a fa­zer de Er­me­sin­de e do clu­be uma re­fe­rên­cia na­ci­o­nal. Das 08h00 às 22h00. En­cer­ra ao do­min­go.

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