O QUE SÃO BARRIGAS DE ALU­GUER?

Pa­re­ce con­fu­so, is­to de ha­ver barrigas que se alu­gam pa­ra ter um fi­lho, mas o TAG ex­pli­ca-te me­lhor es­ta op­ção pa­ra mu­lhe­res que não po­dem dar à luz de for­ma na­tu­ral.

Jornal de Notícias - JN + Noticias Magazine - - Almanaque - POR San­dra Al­ves

GES­TA­ÇÃO DE SUBS­TI­TUI­ÇÃO, MA­TER­NI­DA­DE DE SUBS­TI­TUI­ÇÃO, BAR­RI­GA DE ALU­GUER

Es­tas são ex­pres­sões que sig­ni­fi­cam o mes­mo: ges­ta­ção quer di­zer gra­vi­dez; ma­ter­ni­da­de é ser mãe; bar­ri­ga de alu­guer é quan­do uma mu­lher acei­ta “em­pres­tar” o seu úte­ro pa­ra dar à luz um be­bé que não é seu. Ou se­ja, es­tas ex­pres­sões apli­cam-se quan­do uma mu­lher acei­ta que no seu úte­ro se de­sen­vol­va um be­bé que não é seu, atra­vés de pro­ce­di­men­tos médicos. Quan­do o be­bé nas­ce é en­tre­gue à “ver­da­dei­ra” mãe, a mãe bi­o­ló­gi­ca.

CO­MO SE FOR­MA UM BE­BÉ?

Um be­bé nas­ce após no­ve me­ses de de­sen­vol­vi­men­to na bar­ri­ga (ou me­lhor, no úte­ro) da mãe. Co­me­ça por ser um em­brião, is­to é, um con­jun­to de cé­lu­las que re­sul­ta da união de uma cé­lu­la fe­mi­ni­na (um óvu­lo da mãe) com uma cé­lu­la mas­cu­li­na (um es­per­ma­to­zoi­de do pai). Mas há mu­lhe­res que não po­dem ter fi­lhos de for­ma na­tu­ral por­que não têm úte­ro (já nas­ce­ram sem es­te ór­gão ou ti­ve­ram al­gu­ma do­en­ça). Is­to não quer di­zer, ob­vi­a­men­te, que elas não pos­sam de­se­jar ter um fi­lho.

PMA: O PRO­CE­DI­MEN­TO MÉ­DI­CO

PMA é a si­gla de Pro­cri­a­ção Me­di­ca­men­te As­sis­ti­da e diz res­pei­to às téc­ni­cas mé­di­cas uti­li­za­das quan­do não se con­se­gue en­gra­vi­dar de for­ma na­tu­ral. No ca­so de uma mu­lher que não tem úte­ro, a me­di­ci­na per­mi­te cri­ar em la­bo­ra­tó­rio as cé­lu­las de um em­brião (com os óvu­los da mãe e os es­per­ma­to­zoi­des do pai), que de­pois são im­plan­ta­das no úte­ro de ou­tra mu­lher pa­ra ocor­rer a gra­vi­dez.

O QUE DIZ A LEI

Em Por­tu­gal, as barrigas de alu­guer são proi­bi­das. En­tre agos­to de 2017 e 24 de abril de 2018,

o pro­ce­di­men­to foi per­mi­ti­do ape­nas às mu­lhe­res que não po­di­am ter fi­lhos por au­sên­cia de úte­ro, ou por le­são ou do­en­ça des­te ór­gão. A lei tam­bém di­zia que a mu­lher que ge­ra­va a cri­an­ça du­ran­te os no­ve me­ses de gra­vi­dez não po­dia re­ce­ber di­nhei­ro por is­so. Mas a 24 de abril de 2018 a lei da ges­ta­ção de subs­ti­tui­ção foi con­si­de­ra­da in­cons­ti­tu­ci­o­nal.

EM QUE PAÍ­SES É PER­MI­TI­DO?

Na Eu­ro­pa, as barrigas de alu­guer são per­mi­ti­das no Rei­no Uni­do, Bél­gi­ca, Ho­lan­da, Gré­cia, Ucrâ­nia, Geór­gia e Re­pú­bli­ca Che­ca. Há ain­da paí­ses co­mo os Es­ta­dos Uni­dos da América, Aus­trá­lia, Ín­dia e Ca­na­dá on­de exis­te es­te pro­ce­di­men­to. ●m

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