MA­RIA JOÃO

Can­to­ra 62 anos

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VE­JO BEM... 1 Sou boa pes­soa. Te­nho a cer­te­za. 2 Sou por­tu­gue­sa e mo­çam­bi­ca­na, or­gu­lho­sa­men­te! 3 Sou for­te, sou yang. Não vou ao chão fa­cil­men­te. 4 Sou lou­ca por me me­xer. 5 Sen­do bran­ca e pre­ta, e gor­du­cha, e cai­xa de ócu­los, cla­ro que so­fri bullying. Mas nun­ca fui uma ví­ti­ma, re­sol­vi a coi­sa sen­do o pa­lha­ço da tur­ma e, me­lhor ain­da, co­me­cei a ba­ter nos miú­dos que me ofen­di­am. 6 Os gran­des amo­res da mi­nha vi­da são o meu fi­lho João e a mú­si­ca. 7 Quan­do can­to é quan­do sou mais bo­ni­ta, mais al­ta, mais bai­xa, azul, ver­de, ro­sa, mo­re­na, rui­va. É quan­do te­nho em mim o Mun­do in­tei­ro. 8 Gos­to do meu no­me. 9 Gos­to mui­to de bi­chos. 10 Sou ve­ge­ta­ri­a­na. 11 Gos­to de jar­di­na­gem. 12 Não sou hu­mil­de­zi­nha nem mo­des­ta, sou ho­nes­ta­men­te hu­mil­de! 13 Gos­to da ex­pres­são: “Aahhh shut the fuck up!”

VE­JO MAL... 1 Sou com­ple­ta­men­te in­to­le­ran­te a gen­te má, e es­tú­pi­da, e sem ca­rá­ter. 2 Tam­bém a quem mal­tra­ta ani­mais, mas es­ses per­ten­cem à ca­te­go­ria aci­ma, cla­ro. Aca­bar com as tou­ra­das é ur­gen­te. Pren­der quem mal­tra­ta é ur­gen­te. Quem pe­ga fo­go às flo­res­tas tam­bém. Sin­to mui­ta von­ta­de de lhes dar ta­rei­as. 3 Des­con­si­go sa­ber quan­to tempo de­mo­ra uma ho­ra. 4 Não con­cor­do com es­pe­tá­cu­los à bor­la. 5 Co­mo to­da a mu­lher ca­ran­gue­jo, mu­do de hu­mor a uma ve­lo­ci­da­de ul­tras­só­ni­ca, zan­go-me e dis­cu­to aos ber­ros e de­pois pas­sa tu­do. Os ou­tros fi­cam exaus­tos, mas eu não. 6 Te­nho me­do de fi­car do­en­te, não de mor­rer. 7 Te­nho me­do que a mi­nha aven­tu­ra com a mú­si­ca aca­be. 8 Gos­ta­ria de aca­bar es­te ar­ti­go com uma de­cla­ra­ção ri­bom­ban­te, mas não me ocor­re ne­nhu­ma. Kha­ni­mam­bo! Obri­ga­da por le­rem!

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