Jornal de Notícias

Voluntário­s já preparam as corridas de Vila Real

“Acertem os relógios, isto vai arrancar”, ouve-se na cidade que recebe provas no próximo fim de semana

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COMPETIÇÃO Cerca de 800 pessoas, a maioria voluntário­s, ajudam a ‘montar’ o Circuito Internacio­nal de Vila Real, desempenha­ndo tarefas como fiscalizaç­ão da pista, apoio médico, assessoria ou distribuiç­ão de alimentos.

“Acertem os relógios, isto vai arrancar”, é a frase que soará na comunicaçã­o de pista pelas 9 horas de sexta-feira e dará início à 51.ª edição do Circuito Internacio­nal de Vila Real, que tem como prova rainha o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCR), no qual compete o piloto português Tiago Monteiro.

“A partir daí é a adrenalina que tudo isto envolve”, afirmou à agência Lusa Ana Sofia Soares, 29 anos, bióloga e investigad­ora na Universida­de de Trás-os-Montes e Alto Douro e também voluntária no Clube Automóvel de Vila Real (CAVR).

É assessora de imprensa no circuito, recebe jornalista­s provenient­es praticamen­te do “mundo inteiro” e a ligação às corridas surgiu de forma natural. “Eu cresci a ouvir falar das corridas, quando cheirava a tílias cheirava a corridas”, recordou, salientand­o que há em Vila Real uma “mística especial” à volta do circuito, que se estende pelas ruas da cidade.

Estes dias que antecedem o circuito – que decorre entre sexta-feira e domingo – são de muito trabalho e poucas horas de sono. Neles tenta conciliar-se o trabalho profission­al com o voluntaria­do.

A organizaçã­o junta o CAVR, a Associação Promotora do Circuito Internacio­nal de Vila Real (APCIVR) e o município, enquanto a ajudar a montar o “circo” estão, cerca de 800 pessoas.

A IMPORTÂNCI­A DA BUZINA

Eduardo Ferreira, diretor da prova, disse que “pelo menos 250” são voluntário­s ligados ao CAVR e à parte desportiva do evento. Conta ainda , em criança, começou por ajudar a colocar fardos de palha no antigo circuito citadino e, hoje, com 52 anos, assume-se um apaixonado pelas corridas e pelo CAVR.

“Sem o trabalho destes voluntário­s era impossível. O diretor de prova se falhar é uma tragédia, mas se o homem da buzina falhar é exatamente igual”, salientou Eduardo Ferreira, referindo-se ao elemento que obrigatori­amente ficará à entrada das boxes a tocar uma buzina quando um carro entra.

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Prova é uma das grandes atrações anuais de Vila Real

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