Jornal de Notícias

“Lá em casa também sou ‘Peixoto’ e arranjo tudo”

Ator interpreta uma das personagen­s mais divertidas da novela “Festa é festa” e revela que os filhos também lhe pedem ajuda para resolver pequenos problemas domésticos

- Rui Pedro Pereira pessoas@jn.pt

NOVELA Ele faz tudo, promete obras e orçamentos, mas, no fim, nem tudo sai como os clientes querem. “Peixoto”, interpreta­do pelo ator Vítor Emanuel, é uma das personagen­s mais divertidas de “Festa é festa”, a novela da noite que é líder de audiências da TVI. Na vida real, o ator conta ao JN que, em casa, os dois filhos, Leonor, de oito anos, e Rafael, de cinco, já pedem ajuda ao “Peixoto”.

“Os meus filhos veem a novela e, às vezes, estão horas a dizer ‘Peixoto, anda cá!’. O Peixoto é que é bom para arranjar as coisas lá em casa!”, diz, com um sorriso. “Quando é para arranjar qualquer coisa, seja um brinquedo, procurar pilhas, montar um jogo e até um puzzle, eles dizem que ‘o pai faz porque o pai é que sabe fazer coisas’”.

Ver o pai na TV acaba por ser engraçado. “Eles acham a personagem divertida e veem alguém com uma maneira de estar diferente daquela que é a minha. Depois existe a magia do quadradinh­o: o mais pequeno faz aquela coisa de estar a olhar e de repente olha para mim e pensa ‘como é que ele está aqui e está ali?’”

Pessoalmen­te, Vítor Emanuel não conhece um empreiteir­o que não entregue as obras a tempo, mas admite que pode haver um estigma com a profissão. “Fala-se muito nessas caracterís­ticas, sobretudo a propósito da constrição civil. Do género: ‘São uns malandros, dizem que vão fazer três casas de banho, mas nem sequer uma fazem’ ou ‘vão pôr chão e o material nunca chega à obra’. Mas eu acredito que é só um estereótip­o, podem existir, mas entre cada 100 haverá um ou dois assim”.

O ator não se livra, no entanto, de mensagens com brincadeir­as – também por causa de um anúncio que passa na rádio. “Está a passar na rádio a casa ‘Peixoto, remodelaçõ­es e jardinagem’ e há pessoas que me mandam mensagens a perguntar se é meu! Daí consigo tirar a imagem que toda a gente percebe que ele não é má pessoa, faz é negócios à espera de conseguir concretiza­r um fim”.

Com pouco mais de um ano de gravações, o balanço, assegura, é muito positivo. “É mil por cento. Tem sido fantástico desde que começou até agora. Os resultados estão à vista de toda a gente. Quem comandou foi o público. Nós, a única coisa que fizemos foi dar o nosso melhor. Depois, foi a diversão absoluta. Cada dia é rir e mais rir e gostar de vir trabalhar. Eu já disse que pretendo, no mínimo, dez temporadas, portanto, faltam nove”.

Para o futuro, Vítor Emanuel só tem um desejo. “Gostava que na temporada de verão a minha personagem continuass­e a rolar. O ‘Peixoto’, basicament­e, usa quase todos os ‘plots’ da novela: tens desde a igreja com o padre, ao Bino, na Junta e na Associação... Ele está a ser válido para qualquer coisa, que é aquilo que ele faz, qualquer coisa, obras, orçamentos, mesmo que elas não saiam no sítio certo”, diz.

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Vítor Emanuel: “Quero, no mínimo, ter dez temporadas desta novela”

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