Jornal de Notícias

Um clássico de verdade

- Pedro Morgado Adepto do Braga

Ainda agora começámos e a partida que opôs o Sporting de Braga ao homónimo de Alvalade já é uma séria candidata ao título de jogo do ano. O primeiro clássico da temporada não desiludiu os adeptos do futebol – teve qualidade acima da média, teve muitos golos, teve emoção do princípio ao fim e ainda teve um ambiente fantástico nas bancadas.

O jogo era de enorme importânci­a para as duas equipas e de elevada dificuldad­e para um Braga que estreava novo treinador e novo modelo tático. Esse diferencia­l sentiu-se logo no arranque da partida com a equipa de Lisboa a entrar mais organizada e a chegar ao golo aos nove minutos de jogo. A resposta do Braga foi tão rápida que, em cinco minutos, Banza estreou-se a marcar e repôs a igualdade. E assim foi até ao final – por cada golo dos visitantes, uma resposta acertada e determinad­a do Braga.

Niakaté marcou a fechar a primeira parte, estreando-se da melhor forma com a camisola do Braga. Abel Ruiz, ao nível habitual, entrou aos 85 para decidir aos 89 e garantir um empate que acabou por saber a pouco depois da jogada perdida de Vitinha aos 94 minutos de jogo.

No Braga, a defesa parece continuar a ser o setor com mais problemas e maior inconsistê­ncia. A situação não é nova mas requer medidas que evitem dissabores maiores ao longo da época. É precisamen­te por aí que devemos começar se quisermos ambicionar conquistas maiores.

A festa do futebol a que assistimos beneficiou do trabalho isento da equipa de arbitragem. O golo anulado ao Braga e o penálti revertido pelo VAR foram decisões corretas.

No final da primeira jornada já parece que os velhos vícios da Liga Portugal se mantêm intactos. Benfica e Porto beneficiar­am de graves erros da arbitragem.

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