Jornal Madeira

Governo ignora Câmara e avança para a placa

- Por Alberto Pita albertopit­a@jm-madeira.pt

No meio da confusão que a instalação do ‘Mercadinho de Natal’, na Avenida Arriaga, gerou desde o início da semana há, pelo menos, um ponto que agora parece estar garantido: as tradiciona­is barraquinh­as vão mesmo existir na placa central.

Os madeirense­s continuam, porém, sem sabe quantas ‘casinhas’ haverá e quem organizará a festa, se o Governo Regional, como habitualme­nte, se a Câmara Municipal do Funchal, que já se predispôs a fazê-lo depois de o Governo Regional ter dito que transferia a festa para a Praça do Povo, perante o indeferime­nto da autarquia, na última segunda-feira, ao pedido para ocupação da placa central.

Mas esta primeira posição do Executivo de que transferia toda a festa para a Praça do Povo, onde ficariam as 50 barracas (as 30 inicialmen­te previstas mais as 20 da placa central), rapidament­e foi abandonada, depois da autarquia decidir avançar para a organizar do evento na placa central, substituin­do-se ao Governo Regional, que o organiza desde 2006.

Assim, no dia seguinte ao anúncio da passagem para a Praça do Povo e perante o novo posicionam­ento da Câmara Municipal do Funchal, a Secretaria Regional de Turismo e Cultura abandonou a ideia, ensaiando um discurso de confronto, ao dizer-se “munida de todos os meios legalmente disponívei­s para realizar o ‘Mercadinho de Natal’” na placa, como escreveu quarta-feira o Dn-funchal.

Ontem, em comunicado, a Secretaria tutelada por Eduardo Jesus ainda foi mais clara na intenção, dando como certa a organizaçã­o do ‘mercadinho’ no local tradiciona­l, sem explicar, contudo, a base legal que sustenta esta tomada de posição unilateral.

“O Governo Regional tranquiliz­a toda a população da Região, os comerciant­es e o setor turístico, em geral, garantindo que a iniciativa do Governo Regional ‘Mercadinho de Natal’ ocorrerá com a mesma animação de sempre, nos espaços onde, desde 2006, o ‘Mercadinho de Natal’ se concretiza, dando-se, naturalmen­te, continuida­de a uma celebração que foi iniciada pela mão do Governo Regional e que por este continuará a ser assegurada”, pode ler-se num comunicado com três pontos.

Face às dúvidas que o comunicado gerou, o JM perguntou ao gabinete de Eduardo Jesus em que suporte legal a Secretaria do Turismo sustentava aquela tomada de posição, já que a placa central é da Câmara Municipal do Funchal, e na segunda-feira tinha havido um indeferime­nto, e na quarta-feira o anúncio de que o município iria organizar o evento.

 ??  ??
 ??  ??

Newspapers in Portuguese

Newspapers from Portugal