Jornal Madeira

Papa denuncia “hipocrisia” de falar de paz e construir armas

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O Papa denunciou ontem a “hipocrisia” de quem fala de paz, mas continua a “construir armas”, evocando os momentos da sua viagem à Tailândia e Japão, que decorreu entre os dias 19 e 26 deste mês.

“Reiterei a firme condenação das armas nucleares e da hipocrisia de falar de paz construind­o e vendendo artilharia bélica”, disse Francisco, na Praça de São Pedro, ao recordar as homenagens às vítimas dos bombardeam­entos atómicos em Nagasáqui e Hiroxima.

A intervençã­o, na audiência pública semanal, manifestou admiração pela capacidade de superação do povo nipónico, após tragédias com as da II Guerra Mundial ou o desastre da central nuclear de Fucuxima, em 2011.

“Para proteger a vida, é preciso amá-la; hoje a grave ameaça nos países mais desenvolvi­dos é a perda do sentido de viver”, alertou o pontífice.

Um dia após o final da 32ª viagem apostólica, o Papa encontrou-se com milhares de peregrinos no Vaticano, lembrando ainda os alertas deixados na Tailândia contra a exploração, “especialme­nte das mulheres e dos menores”.

Francisco deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa, presentes na Praça de São Pedro.

“Que o Senhor vos abençoe, para serdes em toda a parte farol de luz do Evangelho para todos. Possa esta peregrinaç­ão fortalecer, nos vossos corações, o sentir e o viver com a Igreja. Nossa Senhora vos acompanhe e proteja a vós todos e aos vossos entes queridos”, declarou.

O Papa saudou depois a canonizaçã­o do padre Donizetti Tavares de Lima, que aconteceu no Brasil, no último sábado, elogiando um “pastor totalmente dedicado à sua gente, testemunha de caridade evangélica e corajoso defensor dos pobres”.

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Francisco recordou, na Praça de São Pedro, as vítimas dos bombardeam­entos.

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