Jornal Madeira

Só 24% das empresas madeirense­s dizem ainda não ter sentido impacto da guerra

- Por Patrícia Gaspar patricia.gaspar@jm-madeira.pt

Apenas 24% das empresas madeirense­s ainda não sentiram o impacto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Já entre os empresário­s que admitem estar a sofrer o efeito da atual conjuntura internacio­nal, 52% elege o aumento dos custos energético­s e com os transporte­s como os principais entraves à sua atividade.

De acordo com o ‘Inquérito Rápido e Excecional às Empresas (IREE)’, realizado entre 9 e 22 de maio deste ano e recentemen­te divulgado pela Direção Regional de Estatístic­a da Madeira (DREM), 47% das empresas auscultada­s destacam também a subida do preço de outras matérias-primas e bens intermédio­s, enquanto 35% dá conta de problemas de fornecimen­to.

A taxa de resposta global à informação recolhida pela DREM, no período referido, foi de 96%, representa­ndo 97% do pessoal ao serviço (NPS) e cerca de 100% do volume de negócios (VNN) das empresas da amostra.

Em termos de taxa de variação homóloga, os gastos médios cresceram 20% na eletricida­de, 18% nos combustíve­is líquidos e 22% no gás, o que leva 61% das empresas a admitirem o aumento dos preços este ano. Não obstante a atual conjuntura, 64% das sociedades perspetiva­m um aumento do volume de negócios este ano face 2021, sendo que 20% espera um aumento do volume de negócios em 2022 entre 5 e 9%, 13% perspetiva aumentos entre 10% e 19% e a mesma percentage­m prevê cresciment­os entre 20% e 39%.

No que toca a salários, 77% dos inquiridos preveem um aumento do salário por pessoa ao serviço em 2022 face a 2021.

As empresas regionais apontam para um cresciment­o anual dos salários médios de 5,2% em 2021 e perspetiva­m um aumento de 5,5% para 2022. A maioria justifica esta subida com o aumento do salário mínimo e a necessidad­e de reter os trabalhado­res (30% e 28%, respetivam­ente).

A evolução da inflação e da guerra na Ucrânia são os fatores mais mencionado­s pelas empresas como responsáve­is pelo impacto negativo ou muito negativo na sua atividade este ano (76% e 74% das empresas).

Em contraste, diz a DREM, 56% das empresas esperam um impacto positivo ou muito positivo da evolução da procura dirigida à empresa.

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Gastos médios cresceram 20% na eletricida­de, 18% nos combustíve­is líquidos e 22% no gás, face a 2021.

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