A mo­da do bo­tox che­ga aos ho­mens.

E SE LHE DISSER QUE A MO­DA DO BO­TOX ES­TÁ A FA­ZER FUROR NO PÚ­BLI­CO MAS­CU­LI­NO?

Men's Health (Portugal) - - Este Mês - POR DR. ÁL­VA­RO MO­REI­RA Li­cen­ci­a­do em Me­di­ci­na pe­la Uni­ver­si­da­de do Porto e dou­to­ra­do em Me­di­ci­na pe­la Uni­ver­si­da­de Fri­e­dri­ch Ale­xan­der de Er­lan­gen-Nürn­berg (Ale­ma­nha)

uran­te dé­ca­das, as mu­lhe­res vi­ve­ram com pa­drões de be­le­za mais ele­va­dos do que os ho­mens, so­bre­tu­do no que diz res­pei­to ao en­ve­lhe­ci­men­to. Hollywo­od glo­ri­fi­cou du­ran­te mui­tos anos a ima­gem do ho­mem com ru­gas, e outros da­nos cau­sa­dos pe­lo sol, co­mo um em­ble­ma pú­bli­co de mas­cu­li­ni­da­de, o que per­pe­tu­ou a ba­se psi­co­ló­gi­ca des­te con­cei­to de es­té­ti­ca até há bem pou­co tem­po.

Quem não se lem­bra do Clint Eastwo­od com o seu cha­péu de cow­boy, o seu ci­gar­ro e a pe­le já bas­tan­te en­ru­ga­da a ser o ga­lã de tan­tos fil­mes? Se nem o Ge­or­ge Clo­o­ney tem uma tes­ta li­sa, por­que é que es­ta ten­dên­cia es­tá a mu­dar? A ver­da­de é que a maioria dos ho­mens, em­bo­ra não ad­mi­ta, é tão vai­do­sa quan­to as mu­lhe­res, tan­to que ago­ra es­tá a che­gar a mo­da do Bro­tox. Es­ta aglu­ti­na­ção das pa­la­vras Brother e Bo­tox foi in­ven­ta­da pa­ra pu­bli­ci­tar a apli­ca­ção do bo­tox em ho­mens, ca­da vez de ida­des mais jo­vens. É cla­ro que não se fi­ca mais no­vo com o bo­tox, mas sen­tir-se jo­vem res­tau­ra a con­fi­an­ça. E is­so, por si só, po­de ser van­ta­jo­so nu­ma en­tre­vis­ta de em­pre­go, na sua vi­da ín­ti­ma e em mui­tas ou­tras si­tu­a­ções.

Co­mo funciona?

O que cau­sa o en­ru­ga­men­to da pe­le são as con­tra­ções mus­cu­la­res re­pe­ti­ti­vas. É por is­so que as pri­mei­ras ru­gas apa­re­cem na tes­ta, no lo­cal on­de a fran­zi­mos, e nos olhos, no can­to de fo­ra que es­trei­ta­mos com a mí­mi­ca fa­ci­al. O bo­tox é um neu­ro­mo­du­la­dor que, quan­do in­je­ta­do nos mús­cu­los fa­ci­ais, blo­queia os si­nais ner­vo­sos res­pon­sá­veis pe­la con­tra­ção mus­cu­lar. Li­mi­tan­do o mo­vi­men­to dos mús­cu­los fa­ci­ais, o bo­tox mi­ni­mi­za li­nhas fi­nas e im­pe­de a for­ma­ção de ru­gas pro­fun­das. Quan­do es­tas já es­tão lá, exis­tem ou­tras técnicas de re­ju­ve­nes­ci­men­to que po­dem ser con­si­de­ra­das, co­mo o la­ser e a plas­ma­te­ra­pia (plas­ma ri­co em pla­que­tas). Quan­do a fla­ci­dez da fa­ce é mui­to acen­tu­a­da, por ve­zes são ne­ces­sá­ri­os tra­ta­men­tos ci­rúr­gi­cos pa­ra ob­ter um re­ju­ve­nes­ci­men­to fa­ci­al no­tá­vel.

An­tes do pro­ce­di­men­to de bo­tox, de­ve-se evi­tar ál­co­ol e al­guns me­di­ca­men­tos. A apli­ca­ção con­sis­te nu­ma sé­rie de in­je­ções com uma agu­lha mui­to fi­na. Po­de sen­tir uma leve pres­são, mas a maioria dos pa­ci­en­tes acha o pro­ce­di­men­to mui­to to­le­rá­vel. O lo­cal da in­je­ção po­de fi­car ver­me­lho ou li­gei­ra­men­te in­cha­do ime­di­a­ta­men­te após o tra­ta­men­to. No en­tan­to, po­de re­to­mar lo­go as su­as ati­vi­da­des diá­ri­as, ten­do so­men­te de ter o cui­da­do de não mas­sa­jar as áre­as in­fil­tra­das e não se dei­tar ou pra­ti­car exer­cí­cio lo­go a se­guir ao pro­ce­di­men­to. Os re­sul­ta­dos po­dem ser vis­tos den­tro de dois a se­te di­as e ge­ral­men­te du­ram até seis me­ses.

O bo­tox é mui­tas ve­zes uti­li­za­do em as­so­ci­a­ção com pre­en­chi­men­tos, que con­sis­tem na apli­ca­ção de um ou­tro pro­du­to por de­bai­xo das ca­ma­das mais su­per­fi­ci­ais da pe­le, de mo­do a pre­en­cher as ru­gas, ate­nu­an­do-as. Ao se­rem in­tro­du­zi­dos, es­tes pro­du­tos (co­mo, por exem­plo, o áci­do hi­a­lu­ró­ni­co) pre­en­chem es­pa­ço e es­ti­mu­lam a pro­du­ção de co­la­gé­nio.

É igual em ho­mens e em mu­lhe­res?

Se por um la­do a pu­ra exis­tên­cia de um ter­mo pa­ra ape­lar ao mer­ca­do mas­cu­li­no (Bro­tox) mos­tra que es­te pro­ce­di­men­to ain­da é ta­bu pa­ra mui­tos ho­mens, por ou­tro la­do há uma pe­que­na diferença en­tre o uso de bo­tox nos dois sexos. Em ge­ral, os ho­mens têm mús­cu­los fa­ci­ais mais di­nâ­mi­cos, o que po­de exi­gir do­ses mais ele­va­das de bo­tox. In­for­me-se com o seu der­ma­to­lo­gis­ta so­bre es­ta téc­ni­ca, sem se ini­bir de per­gun­tar o pre­ço, a ne­ces­si­da­de de re­pe­ti­ção e os efei­tos la­te­rais.

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