O Jogo

“TEMOS DE ASSUMIR FAVORITISM­O NO EURO”

“Grande família” e trabalho levado a cabo por Roberto Martínez dão responsabi­lidade à Seleção no verão de 2024, em solo alemão. Fernando Santos é merecedor de eterno “obrigado”

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“Temos de assumir que somos uma grande equipa e podemos conquistar o Europeu. Estamos ao lado de outras três ou quatro seleções”

Otávio considera Portugal um dos principais candidatos a levantar a taça em Berlim, a par de França, Espanha e da anfitriã do Europeu. Convocatór­ias, aponta o médio, “estão sempre abertas”.

Dezanove vezes internacio­nal, Otávio sonha alto ao falar no Euro’2024.

Sobre a Seleção Nacional: novo selecionad­or, fase de qualificaç­ão perfeita e muita qualidade no grupo. Portugal é um dos favoritos a vencer o Europeu?

—Acho que temos de assumir isso, porque Portugal tem uma grandeequi­pa,grandesjog­adores e fez um bom trabalho com Roberto Martínez. Temos um grande grupo, uma grande família ali dentro. Todos nos damos bem e, quando assim é, o futebol é mais simples, um ajuda o outro. Temos de assumir que somos uma grande equipa e podemos conquistar o Europeu. Estamos ao lado de outras três ou quatro seleções. Alemanha, Espanha, França... Há muita qualidade, será difícil.

O que mudou com Roberto Martínez em relação a Fernando Santos?

—Não vejo as coisas assim. O que nos fez conquistar tudo foi o trabalho de todos. A forma como Roberto Martínez se apresentou e pôs a equipa a jogar, que todos aceitámos, tornou mais fácil. Quem não jogava entrava bem quando tinha oportunida­de. Não posso destacar uma só pessoa. Foi o míster com a sua equipa técnica e todos os jogadores que participar­amnaqualif­icação,nãoapenas um. Foi o grupo todo.

A melhoria na qualidade de jogo e resultados deve-se ao selecionad­or?

—São estilos de jogo diferentes. O Roberto joga com três homens a construir, seja três centrais ou com um médio defensivo. Serei sempre grato a Fernando Santos, que me deu a primeira oportunida­de de jogar na Seleção. Conquistám­os a qualificaç­ão para o Mundial, onde também tive a oportunida­de de estar, e jogávamos bem. Mas o Fernando já estava hámuitotem­ponaSeleçã­o,era normal haver uma crítica ou outra por parte dos adeptos, ninguém está cem por cento feliz. São dois grandes treinadore­s e sou um privilegia­do por ter trabalhado com ambos.

Como olha para o seu estatuto na Seleção? Não estando sempre no onze, é utilizado com regularida­de.

—Não é fácil, há grandes jogadores e tento sempre dar o máximo nos treinos para poder ter uma oportunida­de. Cuido-me para estar bem nos cinco, 10 ou 15 minutos que jogo. Ou então, quando o místermeco­locade início, em qualquer posição. Meio, direita... É onde preferir. Temos um grupo degrandesj­ogadorespa­ratodas as posições, há dois ou três para cada uma. E ainda os que não são convocados, que também têm muita qualidade. Quem jogar, pode dar conta do recado da mesma forma que outro jogador. É muito importante.

É correto dizer-se que a Seleção é, nesta fase, um grupo mais fechado? De que forma isso é benéfico?

—Não posso ser eu a dizer isso, porque não faço as convocatór­ias. Como já ouvi o míster dizer, o grupo está sempre aberto, vão haver chances. Quem foi convocado deu-se sempre muito bem e será igual para quem chegar, tenho a certeza. O grupo é muito bom.

O grupo sente que esta pode ser a última grande prova de Ronaldo e Pepe?

—O Cris está sempre a brincar, a dizer que está a chegar a hora, mas já lhe disse: ‘Vais fazer um grande

“Críticas dos adeptos a Fernando Santos? Ninguém está cem por cento feliz”

“Já disse ao Cris: ‘Vais fazer um grande Europeu e já vais pensar no Mundial de 2026’”

“Se o Galeno vier à Seleção, vai ser bem recebido. Vejo-o com capacidade para isso”

“Não há lugares fixos, temos de estar sempre bem”

Europeu e já vais pensar no Mundial.’ No futebol, nunca se pode escolher o dia em que vamos parar, ou o dia em que vamos para aqui ou acolá. É o que der, o que pudermos fazer. Se ele aguentar até aos 45 anos neste nível, a fazer 50 golos por ano, vai querer continuar. Se o corpo aguentar, vai ser assim. Ele não pensa nisso. Pensa, isso sim, em fazer um grande final deépocanoA­lNassr,parachegar bem ao Europeu, fazer uma grande prova e, se Deus quiser, conquistar o título. Depois pensará mais adiante. Nem do Pepe podemos falar. Se continuar bem... Depende de muita coisa.

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