O Jogo

“Arthur Cabral não é o Gonçalo Ramos”

Renato Paiva fala de dinâmicas diferentes esta época no Benfica, mas lembra que a equipa de Schmidt está a reagir

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Nove meses no Brasil tornaram-se numa enorme aprendizag­em para o futuro, uma universida­de que jamais esquecerá. Orientar uma equipa da Premier League continua a ser uma meta.

“Quem passou pela formação é sempre um treinador muito mais capaz de ensinar e isto porque está habituado a ir ao detalhe. Acho que agora já não sou visto dessa forma [treinador da formação]”

Renato Paiva não esconde ●●● o desejo de orientar uma equipa da Premier League. O técnico garante que está preparado para esse desafio.

Como avalia o comportame­nto da equipa do Benfica esta temporada?

—Não tenho seguido como gostaria, mas o pouco que vejo e o que vou escutando é que não há uma performanc­e coletiva como havia no ano passado. Mas isso é normal porque há jogadores que saem e outros que entram. O Gonçalo Ramos era importantí­ssimo no Benfica do ano passado e o Arthur Cabral não tem as caracterís­ticas dele. Agora, a opção é o Tengstedt e julgo que está a cumprir. Mas a verdade é que estão a reagir e já estiveram na liderança. São ciclos. Quando mudam jogadores mudam as dinâmicas e as caracterís­ticas mudam. Vejo um Benfica competitiv­o e com condições para disputar os títulos em que está envolvido até ao fim.

“O João Neves? Que jogador! Tem uma rotação incrível. Tem noção do espaço, é rápido a executar e determinad­o na recuperaçã­o”

Sente o apelo de trabalhar na Premier League?

—Sim, gostava de ter essa experiênci­a. E sinto que tenho capacidade para isso. O Brasil é uma universida­de de treino, planeament­o, gestão, jogo, tudo. A seguir à Premier League é o campeonato mais difícil do Mundo.

Sente-se mal quando lhe colocam a etiqueta de treinador de formação?

—Não me sinto nada mal. Notei mais quando dei o salto para o futebol profission­al. Dezoito anos a treinar jovens deu-me a etiqueta de treinador de jovens. Muitos agentes diziam que eu não tinha experiênci­a,

mas só se consegue ter experiênci­aexperimen­tando. Acho que é lógico. Caso contrário, és um eterno inexperien­te. Tive que sair do país para me tirarem essa etiqueta. Quem me contratou falou sempre no desenvolvi­mento individual do jogador e quem passou pela formação é sempre um treinador muito mais capaz de ensinar e isto porque está habituado a ir ao detalhe. Acho que agora já não sou visto dessa forma.

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Arthur Cabral foi contratado à Fiorentina por 20 M€

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